O município de Piracicaba criou a sua própria tabela SUS, numa ação para ampliar o atendimento e reduzir as filas de exames e cirurgias. A iniciativa eleva o número de procedimentos, garante recursos e aumenta os serviços oferecidos pelos dois hospitais da cidade que atendem pelo Sistema Único de Saúde: a Santa Casa e o Hospital dos Fornecedores de Cana.
Com a Tabela SUS Piracicabana, a Santa Casa e o Fornecedores de Cana passam a oferecer mais de 450 tipos de procedimentos, exames e cirurgias. “O objetivo é garantir atendimento de qualidade, com redução das filas e remuneração justa pelos serviços”, disse o prefeito Helinho Zanatta.
A Tabela SUS Piracicabana é fruto de uma negociação de mais de um ano, liderada pelo então secretário de Saúde, doutor Sérgio Pacheco, que também é vice-prefeito. O trabalho foi executado pelos técnicos da Prefeitura, em parceria com os representantes da Santa Casa e dos Fornecedores de Cana, com uma consultoria externa da Fipe-USP. A antiga forma de complementação municipal para os hospitais, que não previa um incentivo individualizado dos procedimentos, estava sendo questionada pelo Tribunal de Contas do Estado e precisava mudar.
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Os repasses da Tabela Piracicabana se somam aos recursos vindos do Ministério da Saúde e da Tabela SUS Paulista, criada pelo governador Tarcísio de Freitas. A criação da Tabela SUS Piracicabana começou com a assinatura do novo Plano Operacional Anual (POA), no início do mês, e foi oficializada nessa sexta-feira, dia 24. “Trabalhei pelo novo acordo porque a convergência de propósitos entre o setor público e o terceiro setor é o caminho mais curto para uma saúde pública de qualidade”, disse o doutor Sérgio Pacheco.
A inovadora Tabela SUS Piracicabana começa a vigorar imediatamente e a expectativa da Prefeitura é de que cirurgias eletivas de maior complexidade ganhem um fluxo mais previsível e contínuo a partir de agora. “Realizamos mutirões que reduziram filas em mais de 14 especialidades”, lembrou o prefeito Helinho Zanatta. “Mas o objetivo com a nova tabela é avançar no número de cirurgias eletivas”.