23 de abril de 2026
VAI E VEM JUDICIAL

PF pede nova prisão de MC Ryan, MC Poze e dono da Choquei; Veja

Por Da redação - JP1 |
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Reprodução/Redes Sociais
Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil ‘Choquei’, o MC Poze do Rodo e MC Ryan SP.

A Polícia Federal solicitou, nesta quinta-feira (23), a prisão preventiva dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, no mesmo dia em que o Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus aos investigados.

O novo pedido ocorre após a corporação afirmar ter reunido elementos adicionais que indicam a necessidade de manter os alvos detidos. Para os investigadores, há risco concreto de continuidade das atividades criminosas, além da possibilidade de interferência nas apurações, como destruição de provas e combinação de versões.

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Esquema bilionário sob suspeita

As investigações apontam que o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de um sistema estruturado de lavagem de dinheiro. Entre as práticas investigadas estão apostas ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas e operações com criptomoedas, além do uso de empresas de fachada e contas de terceiros para ocultação de valores.

Segundo a Polícia Federal, a organização atuava com divisão de funções e contava com a participação de operadores financeiros, intermediários e figuras públicas. Influenciadores digitais e artistas teriam papel estratégico na divulgação de plataformas e na ampliação do alcance das atividades.

Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, joias, dinheiro em espécie, dispositivos eletrônicos e documentos. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 1,63 bilhão.

Provas digitais impulsionam investigação

O avanço do caso ganhou força com a análise de dados armazenados em nuvem, especialmente de um contador apontado como operador financeiro do grupo. Os arquivos permitiram cruzar extratos, contratos e comunicações, revelando conexões entre empresas, influenciadores e artistas.

A investigação é desdobramento de operações iniciadas em 2025, que já apuravam crimes financeiros ligados a apostas e movimentações de grandes quantias. A partir dessas evidências, a Polícia Federal identificou uma estrutura sofisticada voltada à ocultação e reinserção de recursos ilícitos na economia formal.

No entendimento dos investigadores, um dos artistas investigados aparece como principal beneficiário econômico do esquema, enquanto outro teria atuação ligada à circulação e redistribuição dos valores.

A decisão do STJ que concedeu habeas corpus considerou irregular o prazo das prisões temporárias. Ainda assim, o novo pedido da Polícia Federal será analisado com base nas provas recentes reunidas ao longo da investigação.