O novo medicamento contra o Alzheimer, chamado lecanemabe, deve começar a ser comercializado no Brasil a partir de junho, com custo mensal que pode ultrapassar R$ 11 mil após impostos. A terapia é indicada principalmente para pacientes em estágios iniciais da doença e atua para retardar o avanço do quadro clínico.
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Desenvolvido pelas farmacêuticas Biogen e Eisai, o lecanemabe é um medicamento biológico que age diretamente sobre as protofibrilas de beta-amiloide, substâncias tóxicas associadas à degeneração dos neurônios.
Estudos clínicos indicaram que o uso contínuo do remédio ao longo de 18 meses foi capaz de reduzir em cerca de 27% o declínio cognitivo dos pacientes. Os resultados foram publicados na revista científica New England Journal of Medicine, com base em uma pesquisa internacional que envolveu quase 1.800 participantes.
Apesar do avanço, especialistas destacam que o tratamento não reverte perdas cognitivas já instaladas. A proposta é conter a progressão da doença, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.
Antes da aplicação de impostos, o custo mensal do medicamento gira em torno de R$ 8,1 mil. Com a incidência de tributos, como o ICMS médio de 18% praticado em diversos estados, o valor pode alcançar R$ 11.075,62, tornando o acesso um dos principais desafios para pacientes e famílias.
A aprovação regulatória ocorreu em dezembro e marcou um passo importante no combate à doença no país, ampliando o leque de opções terapêuticas disponíveis. Ainda assim, o uso deve ser cuidadosamente avaliado por profissionais de saúde, especialmente em pacientes com comprometimento cognitivo leve ou demência em estágio inicial.