14 de abril de 2026
POLÊMICO

Novo radar de trânsito multa quem viaja sozinho no carro; VEJA

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem gerada por IA
Medida busca reduzir congestionamentos e incentivar o uso compartilhado de veículos.

Uma nova geração de radares começa a transformar a fiscalização no trânsito ao redor do mundo. Em algumas cidades europeias, sistemas inteligentes já são capazes de identificar quantas pessoas estão dentro de um carro — e aplicar multa automaticamente quando o motorista circula sozinho em faixas restritas.

A novidade tem como foco principal melhorar o fluxo viário e incentivar o compartilhamento de veículos, especialmente em regiões com grande volume de tráfego.

VEJA MAIS:



Tecnologia identifica ocupantes em tempo real

Diferente dos radares tradicionais, voltados apenas para velocidade ou avanço de sinal, os novos equipamentos utilizam câmeras de alta definição e reconhecimento de imagem para analisar o interior dos veículos.

Com isso, o sistema consegue verificar se há mais de um ocupante no carro. Caso contrário, a infração é registrada automaticamente, sem necessidade de abordagem por agentes de trânsito.

A medida amplia o controle nas vias e torna a fiscalização mais eficiente e contínua.

Faixas exclusivas exigem ocupação mínima

A tecnologia está sendo aplicada principalmente em faixas exclusivas, como as destinadas a ônibus e veículos com múltiplos ocupantes. Essas pistas têm como objetivo reduzir congestionamentos e dar prioridade ao transporte coletivo.

Além disso, a iniciativa busca diminuir a emissão de poluentes e estimular alternativas mais sustentáveis de mobilidade. Com o reforço dos radares inteligentes, o uso indevido dessas faixas passa a ser identificado com mais precisão, aumentando o cumprimento das regras.

Brasil ainda não utiliza esse modelo

No Brasil, os radares seguem focados em infrações mais tradicionais, como excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho. Embora já existam sistemas de monitoramento com câmeras, a identificação de ocupantes dentro dos veículos ainda não faz parte da realidade.

A adoção desse tipo de tecnologia depende de mudanças na legislação e de investimentos em infraestrutura. Ainda assim, o avanço observado na Europa indica um possível caminho para o futuro da fiscalização no trânsito brasileiro.