01 de abril de 2026
GRAVE!

Câncer e infertilidade: Anvisa bane mais de 500 esmaltes nocivos

Por Redação/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem gerada por IA
A Anvisa determinou o cancelamento de centenas de produtos utilizados em procedimentos estéticos após identificar a presença de compostos considerados perigosos à saúde.

A Anvisa determinou o cancelamento de centenas de produtos utilizados em procedimentos estéticos após identificar a presença de compostos considerados perigosos à saúde. A medida atinge pelo menos 522 itens, principalmente esmaltes em gel e materiais usados em unhas artificiais.

Entre as substâncias proibidas estão o TPO (Óxido de Trimetilbenzoil Difenilfosfina) e o DMPT (Dimetil-p-Toluidina), compostos químicos associados a riscos graves.

Produtos devem ser retirados do mercado

A decisão foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União, determinando que todos os produtos com essas substâncias tenham seus registros cancelados. Com isso, fica proibida a comercialização, fabricação e uso em todo o país.

A medida também prevê o recolhimento imediato dos itens que ainda estejam em circulação.

Riscos à saúde preocupam especialistas

A proibição tem como base estudos internacionais que apontam possíveis danos causados pelas substâncias:

Os riscos atingem tanto consumidores quanto profissionais que trabalham diretamente com esses produtos em salões de beleza.

VEJA MAIS:



Uso comum em esmaltes em gel

Os compostos proibidos são frequentemente utilizados em produtos que exigem secagem por luz ultravioleta (UV) ou LED, comuns em procedimentos de alongamento e esmaltação em gel.

Esse tipo de aplicação é popular no Brasil, o que amplia a preocupação das autoridades sanitárias.

Prazo e regulamentação

A restrição já havia sido prevista anteriormente, com a aprovação da RDC nº 995/2025, que estabeleceu um prazo de 90 dias para adequação. Com o fim desse período, a agência confirmou o banimento definitivo dos produtos irregulares.

Objetivo é proteger consumidores

Segundo a Anvisa, a decisão busca reduzir riscos à saúde pública e garantir maior segurança no uso de cosméticos no país, especialmente em procedimentos estéticos cada vez mais populares.