A Anvisa reforçou o alerta sobre os riscos de adquirir medicamentos e cosméticos pela internet sem verificação de procedência. Produtos sem registro sanitário podem não ter passado por testes de qualidade, o que eleva o risco de efeitos adversos, como alergias, infecções e até complicações mais graves.
A recomendação é clara: consumidores devem priorizar estabelecimentos autorizados e sempre conferir a regularização dos itens antes da compra.
A decisão, divulgada nesta sexta-feira (27), determinou a suspensão da venda, divulgação e uso de diversos produtos comercializados na Shopee. Entre os principais alvos estão medicamentos populares para acne e itens estéticos considerados irregulares.
Segundo a agência, foram identificadas falhas graves, como ausência de registro e suspeitas de falsificação, comprometendo a segurança dos consumidores.
Entre os produtos proibidos estão o Skinoren e o Azelan. No caso do Skinoren, a Anvisa informou que não há qualquer cadastro ou notificação oficial, além de indícios de fabricação por empresa desconhecida.
Já o Azelan teve versões falsificadas identificadas no mercado. A fabricante original, Leo Pharma Ltda, denunciou irregularidades, incluindo diferenças visíveis nas embalagens e composição fora do padrão aprovado.
VEJA MAIS:
A fiscalização também atingiu produtos da Dermshop Cosmética de Tratamento Ltda, que não possui autorização de funcionamento. Entre os itens apreendidos estão:
Todos foram considerados irregulares por não possuírem registro sanitário, o que impede sua comercialização e uso em procedimentos estéticos no Brasil.
A ação da Anvisa tem como objetivo evitar danos à saúde pública, especialmente entre pessoas que buscam tratamentos para acne sem orientação adequada.
A agência destaca que o uso de produtos não regulamentados pode trazer consequências sérias, reforçando a importância de adquirir medicamentos apenas com garantia de origem e aprovação oficial.