Ronaldo Ferreira, de 20 anos, foi preso novamente na noite de sexta-feira (20) após a Justiça decretar prisão preventiva por agredir a ex-namorada dentro de um elevador em Guarulhos, na Grande São Paulo.
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Ele havia sido detido em flagrante na terça-feira (17), mas foi solto após audiência de custódia. Na quinta (18), a pedido do Ministério Público, a Justiça determinou a nova prisão. O mandado foi cumprido por agentes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarulhos, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Na decisão liminar, o desembargador Paulo Sorci apontou gravidade no caso e risco à vítima. Segundo o magistrado, em liberdade, o investigado pode “reiterar condutas violentas contra a vítima ou mesmo se evadir”, o que compromete a ordem pública e a integridade física e psicológica da mulher. O caso ainda será analisado pela 2ª Câmara de Direito Criminal.
A vítima, a operadora de telemarketing Byanca Aparecida dos Santos, de 20 anos, relatou medo após a soltura do agressor. “Eu estou em choque, não sei o que fazer. Eles me liberaram no meu trabalho bem mais cedo quando ficaram sabendo que ele tinha sido solto. Todo mundo está em choque, com medo de acontecer algo comigo”, afirmou. “Eu mesma estou pedindo muito pra Deus que não aconteça nada comigo.”
Ela disse que já temia o ex-companheiro antes da agressão. “Eu ia pra casa com medo, qualquer barulhinho na rua eu já olhava pra trás morrendo de medo, já estava assustada. Quando isso aconteceu piorou mais ainda, o meu psicológico está abalado.”
Segundo Byanca, a violência ocorreu após o término do relacionamento. “Ele não tem direito. Só porque eu terminei o relacionamento com ele, quis seguir minha vida. Ele seguindo a vida dele não quer deixar eu seguir a minha”, declarou.
Imagens de câmeras de segurança mostram a jovem correndo para o elevador ao chegar ao trabalho, em um prédio comercial, enquanto é perseguida e agredida com socos. As agressões cessam quando uma amiga entra no elevador e a protege.
A ocorrência foi registrada como violência doméstica e lesão corporal. Exames foram solicitados ao IML e medidas protetivas requeridas à Justiça, informou a SSP.
Com informações do g1.