A poucos dias do início do prazo de envio, a declaração do Imposto de Renda 2026 exige atenção redobrada dos contribuintes. Com novas regras e maior fiscalização sobre diferentes tipos de rendimento, reunir a documentação correta é essencial para evitar inconsistências e problemas com a Receita Federal.
O período de entrega começa em 23 de março, mesma data em que será liberada a declaração pré-preenchida. A ferramenta traz informações já registradas no sistema, mas não dispensa a conferência detalhada por parte do contribuinte.
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O primeiro passo é reunir o informe de rendimentos, documento indispensável para o preenchimento da declaração. Ele é fornecido por empresas, bancos e outras fontes pagadoras e apresenta:
Quem teve mais de uma fonte de renda ao longo do ano deve incluir todos os informes correspondentes.
A conferência das informações cadastrais também é obrigatória. Devem estar atualizados:
Além disso, é necessário informar rendimentos e despesas relacionadas aos dependentes, como gastos com saúde e educação.
Alguns gastos permitem reduzir o valor do imposto devido. Entre os principais estão:
A recomendação é manter todos os recibos e comprovantes organizados, pois podem ser solicitados pela Receita.
A declaração também deve incluir informações sobre patrimônio e aplicações financeiras. Entram nessa lista:
Uma das novidades deste ano é a obrigatoriedade de declarar ganhos com apostas online, que passam a ter maior controle por parte do Fisco.
Rendimentos provenientes de aluguel precisam ser informados, com base em recibos ou relatórios de imobiliárias. Já contribuintes com atividade rural devem apresentar documentos que comprovem receitas, despesas e movimentações relacionadas ao setor.
Doações feitas a fundos e instituições autorizadas podem gerar abatimento no valor final do imposto. Para isso, é necessário informar os dados da entidade, incluindo o CNPJ, além do valor repassado.
Ter acesso às declarações dos anos anteriores facilita o preenchimento, especialmente na atualização de bens e informações recorrentes. A Receita recomenda guardar esses documentos por pelo menos cinco anos.
Para receber a restituição — que pode incluir modelos ampliados de devolução, como o chamado “cashback” — é fundamental informar corretamente os dados bancários.
Com o aumento do cruzamento de informações e novas exigências, a organização prévia se torna uma aliada importante. Separar os documentos com antecedência ajuda a evitar erros, reduz o risco de cair na malha fina e pode agilizar o recebimento da restituição.