17 de março de 2026
CULTURA

Sesc Piracicaba revisita 40 anos da Bienal Naïfs do Brasil

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Foto: Lucas Cersósimo
Bienal Naïfs do Brasil 2020.

O Sesc Piracicaba realiza nesta quinta (19) e sexta-feira (20) o ciclo de encontros “O Estado da Arte [naïf] [popular]”, que propõe ampliar o debate sobre produções historicamente classificadas como populares, naïf, primitivas ou folclóricas.

A programação será realizada no teatro da unidade e reunirá artistas, curadores, pesquisadores e educadores para discutir o panorama contemporâneo dessas manifestações artísticas. O público também poderá acompanhar as atividades online, por meio da plataforma Zoom.

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A iniciativa revisita a trajetória de 40 anos da Bienal Naïfs do Brasil, realizada no Sesc entre 1986 e 2020 (inicialmente como mostra e, posteriormente, como bienal), e que se consolidou como referência nacional no campo da arte popular. Ao mesmo tempo, o encontro propõe refletir sobre os caminhos futuros da exposição e seu papel no cenário artístico atual.

Ao longo de suas edições, a bienal apresentou ao público artistas importantes da arte brasileira, como Waldomiro de Deus, José Antônio da Silva, Antônio Poteiro, Heitor dos Prazeres, Mestre Vitalino e Maria Auxiliadora da Silva.

Debates sobre conceitos e história da arte popular

A arte naïf costuma estar associada a produções autodidatas e a temas ligados ao cotidiano, à memória ou à imaginação. Historicamente, artistas desse campo enfrentaram dificuldades para ocupar espaços institucionais como museus e galerias. Nesse contexto, a bienal se consolidou como importante plataforma de visibilidade para essas produções.

Nos últimos anos, porém, o termo “naïf” passou a ser questionado por poder carregar interpretações pejorativas. Para o diretor do Sesc São Paulo, Luiz Galina, os encontros buscam ampliar essa reflexão. “Os termos ‘naïf’ e ‘popular’ são categorias construídas ao longo do tempo e carregam implicações simbólicas, políticas e sociais. O seminário surge como espaço de escuta e construção coletiva”, afirma.

Programação

Na quinta-feira (19), das 16h às 18h, acontece a mesa “Bienal Naïfs do Brasil: o que já trilhamos até aqui”, com Margarete R. Chiarella, Claudinei Roberto da Silva e Oscar D’Ambrósio, com mediação de Nilva Luz. Das 19h às 21h, o debate “Naïf, popular, primitivo, folclórico: termos e implicações” reúne Ricardo Gomes Lima, Renan Quevedo e Ângela Mascelani, além de depoimento em vídeo de Enzo Ferrara, com mediação de Amanda Tavares.

Na sexta-feira (20), das 16h às 18h, a mesa “Intersecções raça/gênero na arte popular” contará com Glicéria Tupinambá, Renato Menezes e Renata Felinto, além de depoimento em vídeo de Larissa de Souza, com mediação de Maria Macedo. Das 19h às 21h, o encontro “Práticas e experiências artísticas em primeira pessoa” reúne Con Silva, Mestre Zequinha, Waldomiro de Deus e Lourdes de Deus, além de depoimento em vídeo do artista Véio, com mediação de Aline Albuquerque.

O ciclo acontece no Teatro do Sesc Piracicaba, na rua Ipiranga, 155, Centro, com entrada gratuita e retirada de ingressos uma hora antes do início das atividades. As vagas são limitadas e o link para a transmissão online será divulgado nas redes sociais e no portal do Sesc.