05 de março de 2026
CRISE

Shell pode assumir controle da Raízen: entenda

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
A petroleira Shell pode ampliar seu controle sobre a empresa de energia Raízen

A petroleira Shell pode ampliar seu controle sobre a empresa de energia Raízen após o fracasso das negociações de capitalização com a sócia brasileira Cosan. O impasse nas conversas ocorre em meio a dificuldades financeiras enfrentadas pela companhia, que busca alternativas para reduzir sua dívida e fortalecer sua estrutura de capital.

A Shell passou a negociar diretamente com bancos e credores para discutir opções de recapitalização da Raízen. A iniciativa surge depois que as tratativas com a Cosan para um aumento de capital conjunto não avançaram.

Saiba mais:

A Raízen é uma das maiores empresas de energia do Brasil e atua na produção de açúcar e etanol, além da distribuição de combustíveis. Criada em 2010 como uma joint venture entre Shell e Cosan, a companhia opera milhares de postos de combustíveis e possui forte presença no setor sucroenergético.

Aporte bilionário da Shell

O presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, afirmou que a companhia está comprometida em investir cerca de **R$ 3,5 bilhões** na Raízen. O aporte faz parte de um plano para reforçar o caixa da empresa após uma série de investimentos elevados e impactos negativos nas safras provocados por condições climáticas adversas.

Durante as negociações iniciais, esperava-se que a Cosan também participasse do aumento de capital, contribuindo com recursos adicionais para equilibrar a estrutura financeira da empresa. Entretanto, as partes não chegaram a um acordo sobre os termos da operação.

Possível mudança no controle

Caso a Shell avance com o aporte sem a participação da Cosan, a operação pode diluir a fatia da companhia brasileira na joint venture, abrindo espaço para que a petroleira britânica amplie sua influência ou até assuma o controle da Raízen.

A empresa enfrenta aumento de endividamento e resultados pressionados nos últimos trimestres, o que tem levado executivos e credores a discutir alternativas de reestruturação financeira, incluindo novas rodadas de capitalização ou mudanças na estrutura societária.

Até o momento, Shell, Cosan e Raízen não comentaram oficialmente os detalhes das negociações. O desfecho das conversas com credores deve ser determinante para definir o futuro da empresa e o equilíbrio de poder entre os atuais sócios.