O dólar voltou a perder força nesta terça-feira (24) e chegou a R$ 5,1424 na mínima do dia, sendo negociado a R$ 5,1497 por volta das 14h, queda de 0,36%. O movimento ocorre em meio à repercussão das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e à expectativa sobre os próximos passos da política monetária americana.
Na sessão anterior, a moeda norte-americana já havia encerrado em baixa de 0,14%, cotada a R$ 5,1685.
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Entrou em vigor a tarifa adicional de 10% sobre produtos importados pelos Estados Unidos que não estejam na lista de exceções. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump e formalizada pelas autoridades aduaneiras americanas.
Apesar da confirmação da alíquota de 10%, o mercado monitora a possibilidade de elevação futura para 15%, o que aumenta a incerteza sobre os impactos no comércio global. Produtos brasileiros como aço e alumínio seguem sujeitos a tarifas elevadas, que chegam a 50%, além da nova taxa.
Investidores também acompanham declarações de dirigentes do Federal Reserve, que avaliam os efeitos da inflação e das transformações no mercado de trabalho impulsionadas pela inteligência artificial.
A inflação nos EUA ainda permanece acima da meta de 2%, o que mantém cautela sobre eventuais cortes adicionais na taxa básica de juros. O posicionamento da autoridade monetária tem impacto direto no fluxo de capitais para mercados emergentes, como o Brasil.
Com o dólar em queda, o Ibovespa operava em alta de 1,34% no início da tarde, aos 191.378 pontos, aproximando-se de novas máximas históricas.
O desempenho positivo reflete tanto o alívio no câmbio quanto a repercussão de dados domésticos, como a melhora no déficit das transações correntes divulgada pelo Banco Central.
As transações correntes registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, resultado inferior ao observado no mesmo período do ano passado. No acumulado de 12 meses, o rombo recuou para US$ 67,6 bilhões, equivalente a 2,92% do PIB.
A balança comercial apresentou superávit de US$ 3,5 bilhões no mês, com exportações de US$ 25,3 bilhões e importações de US$ 21,8 bilhões.
Com o câmbio pressionado por fatores externos e a bolsa em trajetória de alta, o mercado segue atento aos próximos anúncios do governo americano e às sinalizações do Federal Reserve, que podem definir o ritmo dos investimentos nas próximas semanas.