Contribuintes que vão entregar a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 2026 precisam ficar atentos: o prazo para receber o informe de rendimentos termina no dia 27 de fevereiro.
A legislação determina que as fontes pagadoras disponibilizem o documento até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte ao pagamento. Como em 2026 o dia 28 cai em um sábado, o limite foi antecipado para a sexta-feira anterior.
O informe reúne os dados do ano-base 2025 e serve como base oficial para o preenchimento da declaração, que tradicionalmente começa a ser enviada em março.
VEJA MAIS:
O documento consolida todas as informações sobre rendimentos e tributos recolhidos ao longo do ano. Ele detalha:
Esses mesmos dados são enviados pelas fontes pagadoras à Receita Federal, que cruza as informações com a declaração entregue pelo contribuinte. Divergências podem levar à malha fina.
Por isso, o informe também funciona como instrumento de conferência — inclusive para quem optar pela declaração pré-preenchida.
Caso o documento não seja disponibilizado até o prazo, a recomendação é solicitar formalmente à empresa, banco ou instituição responsável e guardar o comprovante do pedido.
Outra alternativa é acessar o portal e-CAC com login Gov.br nível prata ou ouro. Como as fontes pagadoras são obrigadas a enviar os dados ao Fisco, o contribuinte pode verificar ali os rendimentos vinculados ao CPF.
Empresas que descumprirem o prazo ou enviarem informações incorretas estão sujeitas a multa de R$ 41,43 por documento.
Apesar das recentes alterações nas faixas de isenção do Imposto de Renda, que ampliam a isenção para rendas de até R$ 5 mil e reduzem a carga tributária para quem ganha até R$ 7.350, as novas regras só entram em vigor no próximo ciclo.
O informe que será entregue agora refere-se exclusivamente aos rendimentos obtidos em 2025, sem impacto das novas medidas.
Especialistas recomendam manter o informe de rendimentos e demais documentos por pelo menos cinco anos, período em que a declaração pode ser revisada pela Receita.
Organização antecipada e conferência cuidadosa são as principais estratégias para evitar inconsistências e atrasos na restituição.