A contagem regressiva para o Imposto de Renda 2026 já começou. A Receita Federal do Brasil informou que o cronograma oficial da declaração (incluindo a data de liberação do programa e o prazo final de envio) será divulgado na primeira quinzena de março.
No ciclo anterior, o envio começou em 15 de março e se encerrou em 31 de maio. A tendência é que o período se mantenha semelhante, mas a confirmação depende do anúncio oficial.
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A declaração de 2026 terá como base os rendimentos recebidos ao longo de 2025. A tabela anual de cálculo do imposto segue dividida por faixas de renda:
Entre os principais abatimentos permitidos estão:
As regras definitivas para 2026 ainda serão detalhadas, mas, no ano passado, a obrigatoriedade atingiu quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 33.888 no ano.
Também precisaram prestar contas:
A ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais e outras alterações aprovadas na reforma do Imposto de Renda ainda não impactam a declaração de 2026. As novas regras só valerão para o exercício seguinte, referente aos rendimentos de 2026.
Empresas e instituições financeiras têm até 28 de fevereiro para liberar os informes de rendimentos. Especialistas recomendam reunir comprovantes com antecedência para evitar erros e atrasos.
Em 2025, mais de 43,3 milhões de declarações foram entregues dentro do prazo. Desse total, 50,3% utilizaram a versão pré-preenchida, que reduz falhas no preenchimento e aumenta as chances de receber a restituição mais cedo.
Para facilitar o envio da declaração, é importante ter em mãos:
Todos os dependentes precisam possuir CPF válido.
Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o CPF pode ficar com status de pendente de regularização, o que pode dificultar operações financeiras.
Com o anúncio do calendário previsto para março, o momento é de organização. Antecipar a separação de documentos pode evitar dores de cabeça e reduzir o risco de cair na malha fina.