04 de abril de 2026
QUARESMA

Pode comer carne na quarta-feira de cinzas? VEJA

Por Will Baldine | Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
A Quarta-Feira de Cinzas levanta dúvidas entre fiéis sobre a possibilidade de consumir carne na data

A Quarta-Feira de Cinzas levanta dúvidas entre fiéis sobre a possibilidade de consumir carne na data. De acordo com a tradição da Igreja Católica, a resposta é negativa. Ao lado da Sexta-Feira Santa, o dia integra o calendário litúrgico como uma das duas ocasiões em que são indicados o jejum e a abstinência de carne.

A orientação estabelece que não sejam consumidas carnes de mamíferos e aves, como bovina, suína e frango. Por outro lado, é permitido o consumo de peixes e frutos do mar, além de ovos, verduras e laticínios.

Saiba mais:

Nas buscas realizadas na internet, o tema registrou aumento de interesse. Dados do Google Trends indicam que o termo relacionado à possibilidade de comer carne na data apresentou crescimento superior a 1.000% entre a terça-feira e a quarta-feira.

A Quarta-Feira de Cinzas marca o início da Quaresma, período de 40 dias de preparação para a Páscoa. Durante esse tempo, os fiéis são orientados a práticas como reflexão e penitência, simbolizadas pela imposição de cinzas na testa.

Jejum e abstinência

A abstinência de carne é obrigatória para pessoas a partir de 14 anos. A regra determina que não sejam consumidas carnes de mamíferos e aves. Peixes, frutos do mar, ovos, laticínios e gorduras de origem animal são permitidos.

O jejum, por sua vez, deve ser praticado por pessoas entre 18 e 60 anos. A norma prevê uma refeição principal ao longo do dia e duas menores, que não ultrapassem, juntas, a quantidade da refeição principal.

Há exceções previstas. Pessoas com problemas de saúde, idosos em condição de fragilidade, gestantes e lactantes estão dispensados da prática do jejum. Em caso de dúvida, a orientação é procurar um sacerdote.

A abstinência também é indicada nas sextas-feiras da Quaresma. No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil informa que, fora do período quaresmal, a prática pode ser substituída por outras ações de caráter religioso ou social.