A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento imediato de diversos energéticos, suplementos alimentares e misturas instantâneas vendidos no país. As decisões foram oficializadas por meio de resoluções publicadas no Diário Oficial da União (DOU) na última quinta-feira (12).
As medidas atingem empresas de diferentes segmentos e foram motivadas por uma série de irregularidades, como uso de ingredientes não autorizados, ausência de avaliação de segurança, fabricação sem autorização sanitária e divulgação com promessas terapêuticas proibidas pela legislação.
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Entre os casos mais graves estão suplementos comercializados pela empresa Gustavo Teodoro de Almeida Teixeira – Deluxe. Segundo a agência reguladora, além de origem considerada desconhecida, houve registros de consumidores que relataram sintomas como taquicardia e falta de ar.
A determinação vale para todos os lotes dos seguintes produtos:
Os itens também eram divulgados como “emagrecedores”, alegação não permitida para suplementos alimentares.
No setor de bebidas, a empresa Slok Indústria de Bebidas e Alimentos deverá retirar do mercado todos os lotes dos energéticos:
De acordo com a Anvisa, os produtos foram fabricados e divulgados sem autorização sanitária.
A Mushin Serviços e Comércio também foi alvo da medida. Devem ser recolhidos os seguintes itens da linha Fantastic Oat:
A fiscalização identificou ingredientes não avaliados quanto à segurança para consumo, além de publicidade com promessas como redução do colesterol “ruim” e controle dos níveis de açúcar no sangue.
Todos os suplementos fabricados pela Organza Indústria e Comércio também deverão sair de circulação. Segundo a agência, os produtos continham constituintes não autorizados e não apresentaram comprovação adequada de controle de qualidade.
Já a empresa Cycles Nutrition Desenvolvimento, Comércio e Distribuição de Suplementos Alimentares terá que recolher todos os lotes dos seguintes produtos:
A Anvisa informou que esses suplementos eram produzidos com extratos vegetais sem avaliação prévia de segurança.
O suplemento alimentar em gotas Insufree, da P2 Brasil, também entrou na lista. Conforme a agência, o item apresenta origem desconhecida e traz na rotulagem sugestões de benefícios terapêuticos, o que infringe as normas sanitárias.
A Anvisa orienta que consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos listados e verifiquem a regularização de suplementos e bebidas antes da compra. A comercialização de itens com alegações de tratamento, cura ou prevenção de doenças é proibida para essa categoria de alimentos.
As ações reforçam a fiscalização do mercado e acendem um alerta para o crescimento da oferta de suplementos e energéticos com promessas que podem colocar a saúde em risco.