Durante o período de Carnaval, a cerveja figura entre as bebidas alcoólicas mais consumidas pelos foliões. Especialistas alertam que o consumo dessa e de outras bebidas com álcool está associado a riscos para a saúde, especialmente para o sistema cardiovascular.
O álcool é uma substância psicoativa que atua em diversos órgãos, incluindo o coração. A ingestão em excesso pode contribuir para o desenvolvimento de cardiomiopatia alcoólica, arritmias, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, diabetes e aumento dos níveis de triglicerídeos no sangue.
Saiba mais:
O consumo frequente e elevado de álcool pode provocar alterações nas células do músculo cardíaco, levando ao enfraquecimento da estrutura responsável pelo bombeamento do sangue. Esse quadro pode evoluir para cardiomiopatia alcoólica, condição que pode resultar em insuficiência cardíaca.
Outra consequência possível é o surgimento de arritmias, caracterizadas por mudanças no ritmo dos batimentos cardíacos. Em determinadas situações, essas alterações podem estar associadas a complicações graves, incluindo morte súbita.
O álcool também está relacionado ao aumento do risco de infarto agudo do miocárdio, que ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o coração. Entre os sintomas estão dor no peito e falta de ar.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que o consumo diário não ultrapasse 40 gramas de álcool puro para homens e 20 gramas para mulheres. Esses valores correspondem, em média, a duas doses de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de bebida destilada.
Ainda assim, mesmo a ingestão dentro desses limites pode representar risco para pessoas com fatores associados, como hipertensão, diabetes e obesidade.
Os sinais de possíveis alterações cardíacas relacionadas ao consumo de álcool podem incluir:
Estão entre os grupos com maior probabilidade de desenvolver complicações cardíacas relacionadas ao álcool:
Diante de sintomas compatíveis com problemas cardíacos, a recomendação é procurar atendimento médico para avaliação clínica e realização de exames.
A redução do consumo de álcool é apontada como medida para diminuir riscos. Também são indicadas práticas como alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento dos fatores de risco cardiovasculares.