13 de fevereiro de 2026
ERROS PERIGOSOS

Imposto de Renda 2026: VEJA 7 deslizes que levam à malha fina

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Agência Brasil
A maior parte das ocorrências na fiscalização é causada por descuidos que poderiam ser evitados com mais atenção na hora de declarar.

A temporada do Imposto de Renda 2026 exige atenção redobrada. Com sistemas cada vez mais integrados, a Receita Federal cruza dados enviados por empresas, bancos, cartórios, planos de saúde e imobiliárias. Pequenas falhas no preenchimento podem gerar inconsistências automáticas e levar a declaração para a malha fina.

Embora muitos contribuintes temam o processo de fiscalização, a maioria dos casos ocorre por descuidos que poderiam ser evitados com revisão cuidadosa e organização prévia de documentos. Veja os erros mais frequentes e como reduzir o risco de problemas com o Fisco.

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Patrimônio incompatível com a renda

Um dos pontos que mais acendem o alerta da Receita é a evolução patrimonial incompatível com os rendimentos declarados. A compra de imóvel, veículo ou qualquer bem de valor elevado precisa estar respaldada por renda compatível, financiamento ou outra origem comprovável de recursos.

Quando o crescimento do patrimônio não encontra justificativa nos ganhos informados, o contribuinte pode ser chamado para prestar esclarecimentos.

Saldos bancários e investimentos incorretos

Contas correntes, poupança, aplicações financeiras e outros ativos devem ser declarados na ficha de Bens e Direitos com o saldo existente em 31 de dezembro do ano-base.

Mesmo não sendo tributados diretamente, esses valores precisam estar corretos. Divergências ou omissões são facilmente detectadas, já que as instituições financeiras também enviam informações à Receita.

Omissão de rendimentos

Deixar de informar qualquer fonte de renda é um dos principais motivos de retenção. Isso inclui salários de mais de um empregador, trabalhos como autônomo, aluguéis, pensões e outros rendimentos tributáveis.

Como empresas e pagadores entregam informes oficiais ao Fisco, a ausência desses dados na declaração costuma gerar inconsistência automática.

Problemas com despesas médicas

As despesas com saúde continuam entre as principais deduções permitidas. No entanto, é essencial que os valores declarados estejam respaldados por recibos e notas fiscais com CPF ou CNPJ do prestador.

Gastos não dedutíveis, como medicamentos comprados em farmácia sem vínculo hospitalar, ou valores divergentes dos comprovantes, aumentam as chances de fiscalização.

Dependentes sem renda declarada

Incluir dependentes pode reduzir o imposto a pagar, mas exige atenção. Caso o dependente tenha recebido salário, bolsa, estágio ou pensão, esses valores também precisam constar na declaração.

O cruzamento de dados identifica rapidamente quando a renda vinculada ao CPF do dependente não aparece no documento do titular.

Divergências em contratos de aluguel

Quem recebe aluguel deve informar exatamente o valor que o inquilino declara como pago. Se houver diferença entre as duas declarações, ambos podem ser chamados a explicar a inconsistência.

Imobiliárias também repassam dados à Receita, ampliando o controle sobre esse tipo de rendimento.

Erros de digitação

Pode parecer simples, mas números digitados incorretamente estão entre os campeões de retenção na malha fina. Um zero a mais, vírgula no lugar errado ou CPF incorreto alteram completamente os valores informados.

A recomendação é revisar cada campo antes do envio final e conferir se os dados batem com os informes oficiais.

Como evitar problemas no Imposto de Renda 2026

Organizar documentos com antecedência, utilizar os informes de rendimentos oficiais e revisar a declaração com calma são medidas básicas que reduzem significativamente o risco de cair na malha fina.

Com o avanço tecnológico e o cruzamento eletrônico de informações, a margem para erro diminuiu. Atenção aos detalhes é o principal aliado do contribuinte para garantir uma entrega tranquila e evitar atrasos na restituição.