O caso que envolve a morte do cão Orelha ganhou um novo capítulo com a informação de que os pais do adolescente apontado como autor da agressão estariam organizando a saída do filho do Brasil. A suposta estratégia seria levá-lo para a Austrália, aproveitando a agilidade do processo de emissão de vistos, especialmente os vinculados a intercâmbios educacionais.
A movimentação ocorre em paralelo à análise, por parte da Justiça, de um pedido de internação do menor. Até o momento, não há registro de retenção de passaportes, o que mantém aberta a possibilidade de deslocamento internacional enquanto as medidas legais não são executadas.
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A família do adolescente atua no setor de contabilidade e teria facilidade para reunir a documentação exigida pelas autoridades estrangeiras, como comprovação financeira. O plano envolveria ainda o apoio de um parente que reside na Austrália, o que poderia facilitar a permanência do jovem fora do país.
Esses fatores levantam questionamentos sobre a efetividade das medidas cautelares adotadas até aqui, em um caso que mobiliza a opinião pública e ganhou repercussão além das fronteiras brasileiras.
Enquanto o caso avança, o adolescente e outros jovens ligados ao episódio enfrentam um período de isolamento social. Informações indicam que eles estariam deixando a escola onde estudavam, optando por novas instituições diante da pressão exercida pela comunidade local da Praia Brava, em Florianópolis.
O afastamento do convívio social ocorre em meio a manifestações de indignação e pedidos por responsabilização mais rápida por parte da sociedade.
Outro ponto sensível da investigação envolve a conduta da mãe do adolescente. Há apuração sobre uma possível tentativa de ocultar uma peça de roupa que teria sido usada no dia do crime. O material poderia ser relevante para a elucidação dos fatos e, caso confirmada a intenção, a conduta pode configurar crime previsto em lei.
A condução do processo também passou a ser debatida após a substituição da primeira magistrada responsável, que se afastou dias após o início das investigações por alegar vínculo pessoal com a família de um dos envolvidos. A mudança levantou questionamentos sobre o ritmo da apuração e a preservação de provas, como imagens e registros de datas.
Com ampla repercussão nacional e internacional, a morte do cão Orelha reacendeu debates sobre violência contra animais, responsabilização de menores e igualdade no acesso à Justiça. As autoridades seguem analisando os próximos passos, enquanto a sociedade acompanha o caso com atenção e cobra respostas efetivas.