Duas idosas evangélicas, de 79 e 87 anos, foram vítimas de um esquema de extorsão que causou prejuízo financeiro de aproximadamente R$ 57 mil. O crime foi praticado por uma mulher que se apresentava como pastora, sem vínculo legítimo com qualquer instituição religiosa.
A investigada se aproximava das vítimas por meio da fé, criando uma relação de confiança que posteriormente era usada para exigir repasses constantes de dinheiro.
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Os crimes foram cometidos no Pará, mas a suspeita foi presa no Amazonas, durante uma ação conjunta entre a Polícia Civil paraense e a Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa Idosa (Decci).
A investigação teve início após denúncias e a análise de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda das vítimas, envolvendo transferências frequentes para contas ligadas à suspeita.
Para manter o esquema, a falsa pastora utilizava forte pressão psicológica e espiritual. As idosas eram ameaçadas com punições religiosas caso deixassem de enviar dinheiro, sendo informadas de que “queimariam no fogo do inferno” e não alcançariam a salvação ou a entrada no reino dos céus.
Esse tipo de intimidação, segundo a apuração policial, foi fundamental para manter as vítimas sob controle emocional, mesmo quando os valores enviados passaram a comprometer quase toda a renda mensal.
O argumento usado pela suspeita para solicitar os valores era a necessidade de ajudar um suposto noivo estrangeiro, que estaria preso por autoridades federais. A história, no entanto, foi considerada completamente falsa durante as investigações.
As transferências eram realizadas principalmente via Pix. Uma das vítimas perdeu cerca de R$ 32 mil, enquanto a outra repassou aproximadamente R$ 25 mil.
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar possíveis outras vítimas do esquema. A suspeita é de que a mulher tenha repetido o mesmo método com outras pessoas, explorando a fé, a idade avançada e a fragilidade emocional para obter vantagens financeiras.
O caso acende um alerta sobre golpes envolvendo falsas lideranças religiosas e reforça a importância de denunciar qualquer suspeita de abuso financeiro, especialmente quando envolve pessoas idosas.