Após um período de instabilidade nos sistemas e a interrupção temporária de atendimentos, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) restabeleceu seus serviços digitais. Entre eles, o simulador de aposentadoria, que já pode ser acessado pelo site e aplicativo Meu INSS, voltou a funcionar e novamente permite que segurados façam projeções sobre quando poderão se aposentar.
A ferramenta é usada como apoio no planejamento previdenciário, mas o resultado apresentado depende diretamente das informações registradas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Dados desatualizados ou ausentes podem comprometer tanto o prazo quanto o valor estimado do benefício.
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O sistema analisa os dados do trabalhador e cruza as informações com as regras vigentes da Previdência Social. São consideradas diferentes normas de transição e critérios legais, permitindo identificar quanto tempo ainda falta para atingir a idade mínima ou o período de contribuição exigido.
Para quem está mais próximo da aposentadoria, o simulador também apresenta uma previsão do valor do benefício. Essa estimativa, no entanto, não é definitiva e serve apenas como referência inicial.
Um dos principais obstáculos para uma simulação correta está no CNIS. É comum que vínculos de trabalho apareçam sem data de encerramento ou com períodos incompletos, o que reduz automaticamente o tempo total de contribuição exibido no sistema.
O próprio Meu INSS permite ajustes manuais, como corrigir datas, alterar salários e incluir contribuições que não constam no histórico. Essas alterações melhoram a simulação, mas precisam ser comprovadas posteriormente com documentação oficial.
Outro problema frequente ocorre quando a empresa não recolheu corretamente as contribuições previdenciárias ao longo do contrato. Mesmo com o vínculo formal, o período pode não aparecer no CNIS, prejudicando a projeção do benefício.
Nessas situações, o segurado pode incluir os dados para fins de simulação, mas deverá apresentar documentos trabalhistas no momento do pedido de aposentadoria para validar o tempo de serviço.
O simulador do INSS não contempla todos os tipos de aposentadoria. Trabalhadores que se enquadram em regras especiais, como professores, pessoas com deficiência ou quem exerceu atividades com exposição a agentes nocivos, não têm cálculo automático disponível.
Essas categorias seguem critérios próprios de comprovação e conversão de tempo, o que exige análise individual e, muitas vezes, documentação específica.
Antes de formalizar o pedido de aposentadoria, é fundamental revisar cuidadosamente o CNIS e reunir documentos como carteira de trabalho, contratos, holerites e registros que comprovem condições especiais de trabalho.
O simulador é um importante aliado no planejamento, mas não substitui a conferência detalhada das informações. Um cadastro atualizado aumenta as chances de concessão correta do benefício e evita atrasos no processo.