05 de fevereiro de 2026
CRIME

Defesa diz que perícia achou bala na cabeça de corretora

Por Redação JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
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Defesa afirma que perícia encontrou projétil na cabeça de corretora morta em Goiás

A defesa da corretora de imóveis Daiane Alves Souza informou que uma bala teria sido encontrada alojada na cabeça da vítima durante a perícia realizada após a localização do corpo, em uma área de mata na região de Caldas Novas, em Goiás. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (2) pelo advogado da família, Plínio Mendonça, mas ainda não foi oficialmente validada pela Polícia Técnico-Científica, que afirma que o laudo pericial não foi concluído nem divulgado.

Segundo o advogado, a informação sobre o projétil é extraoficial e depende da finalização dos exames periciais. Ele também informou que um aparelho celular foi apreendido na tubulação de esgoto do condomínio onde Daiane morava e será submetido à perícia para verificar se pertence à vítima. De acordo com a defesa, o local onde o celular foi encontrado teria sido indicado pelo próprio suspeito durante uma perícia complementar de reconstituição do crime.

Procurada, a Polícia Técnico-Científica afirmou que, enquanto o laudo não for oficialmente liberado, não é possível confirmar a existência de um projétil alojado no crânio da corretora. A corporação reforçou que somente o documento final poderá esclarecer a causa exata da morte.



O corpo de Daiane Alves Souza foi encontrado pela Polícia Civil de Goiás na madrugada da última quarta-feira (28), em uma área de mata. As investigações indicam que o crime ocorreu em um intervalo de aproximadamente oito minutos, tempo compreendido entre o desaparecimento da vítima das câmeras de segurança do condomínio e o registro da passagem de outra moradora pelo local.

Durante coletiva de imprensa, a Polícia Civil informou que o síndico do condomínio colaborou com as investigações e indicou aos agentes o local onde o corpo havia sido abandonado. Segundo os investigadores, essa conduta foi considerada, na prática, como uma admissão de envolvimento no crime, ainda que não tenha havido confissão formal em depoimento.

A apuração aponta que o suspeito teria desligado propositalmente o fornecimento de energia do apartamento de Daiane, forçando a vítima a descer até o subsolo do prédio. No local, ela teria sido abordada enquanto filmava os relógios de energia. As câmeras mostram que Daiane desaparece das imagens por volta das 19h e, às 19h08, apenas outra moradora é registrada circulando pelo prédio.

De acordo com a Polícia Civil, Daiane teria sido morta dentro do condomínio e retirada do local já sem vida. Não há imagens do suspeito no período do crime, uma vez que ele não utilizou elevadores e as escadas não possuíam monitoramento por câmeras. A única imagem registrada do investigado naquele dia é de horas antes, às 12h27.

O filho do síndico, identificado como Michael, foi preso por suspeita de obstrução da investigação. Segundo a polícia, ele teria trocado o celular do pai e adotado outras medidas para dificultar a coleta de provas. A conclusão da Polícia Civil é que o síndico possuía meios, motivos e oportunidade para cometer o crime, sustentados por um histórico de perseguição e por 12 ações judiciais movidas por Daiane contra ele.