Depois de uma estreia marcada por casa cheia e muita interação com o público, o Festival Caipira de Circo 2026 entra em sua segunda semana de programação em Piracicaba. O evento acontece neste sábado (24) e domingo (25), a partir das 16h, no Engenho Central, em frente à Casa do Artesão, com entrada gratuita e contribuição espontânea “no chapéu”.
Organizado pela MB Circo, com apoio da Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o festival reúne espetáculos circenses, exposição artística, lojinha de produtos e caricaturas, reforçando o caráter popular e acessível da arte do circo. “Tivemos um público médio de 600 pessoas por dia no primeiro fim de semana. Ver tantas pessoas reunidas, rindo, se emocionando e participando ativamente foi extremamente gratificante”, destaca Bruno Peruzzi, palhaço da MB Circo e integrante da organização.
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No sábado (24), às 17h, o público confere o espetáculo Charanga da Tramp, da Cia Tramp, de Jundiaí (SP). A montagem mistura música e circo para apresentar, de forma didática e bem-humorada, a importância das antigas charangas — bandas responsáveis por embalar os espetáculos circenses do passado. Em cena, os palhaços Chimpa, Filomeno, Pompeu e Lechuga se revezam entre acrobacias, números de mágica, canções populares e muita palhaçaria.
Já no domingo (25), também às 17h, é a vez do espetáculo Entre Truques e Poemas, da Casca Trupe, de Campinas (SP). A apresentação acompanha as confusões de Casca Fina e Casca Grossa, dois artistas itinerantes que divergem sobre o rumo do show: truques circenses ou declamação de poesias? A decisão fica nas mãos da plateia, que participa ativamente da narrativa.
Além da programação gratuita, o Festival Caipira de Circo reafirma seu compromisso com a inclusão e a diversidade. Todas as sessões contam com audiodescrição e intérprete de Libras, garantindo acessibilidade a diferentes públicos.
Outro destaque é a exposição Podão Abre Caminhos, do artista visual Denis Menezes, o Capivara. A mostra apresenta obras que dialogam com a memória, o trabalho rural e a história da monocultura da cana-de-açúcar, a partir da vivência do artista, filho de cortadores de cana e criado em Iracemápolis. A exposição permanece aberta durante os dias do evento.
“O circo sempre foi uma arte popular e democrática. Queremos que todos possam desfrutar das montagens”, ressalta Dani Maimoni, palhaça da MB Circo e integrante da organização.
Festival Caipira de Circo 2026 – Segunda semana