23 de janeiro de 2026
VÍDEO EM PIRACICABA

'Casa do Sexo': Homens casados eram maioria entre os clientes

Por Da redação/Pira1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Polícia Civil
A proprietária do imóvel onde funcionava o 'Coworking do Sexo', foi presa em flagrante.

  O caso do "Coworking do Sexo" estourado pela Polícia Civil de Piracicaba, nesta quinta-feira (22) no Bairro Alto, já domina as redes sociais. Um fato chamou muito a atenção, apesar de não ser grande surpresa : a maior parte da clientela envolvida era formada por homens casados, muitos deles com imagem pública de “bons pais de família”.

LEIA MAIS

A revelação caiu como uma bomba na internet. Em poucas horas, o assunto saiu dos grupos privados e ganhou as timelines, dividindo opiniões e reacendendo um velho debate: quem realmente sustenta esse tipo de mercado?

Segundo informações apuradas, o comportamento se repete: homens que, em público, defendem valores tradicionais, mas que, longe dos holofotes, mantêm hábitos completamente diferentes. O contraste entre discurso e prática virou combustível para memes, threads e vídeos que já somam milhões de visualizações.

No local, foram encontradas duas mulheres, de 39 e 24 anos, que admitiram trabalhar como garotas de programa, atendendo clientes mediante pagamento. Segundo o apurado, cada programa rendia R$ 50 à responsável pelo imóvel, e cada profissional atendia, em média, cerca de 15 clientes por semana. Outras mulheres também usavam o espaço de forma eventual, pagando para levar clientes até o local — uma espécie de “coworking” informal do sexo,.com quartos, preservativos e máquina de cartão.

Três cômodos preparados para os encontros foram encontrados, além de dezenas de preservativos, objetos ligados à exploração sexual, dois celulares e até uma máquina de cartão bancário, que foi apreendida.O imóvel não chamava a atenção de quem passava pela rua, atraindo a clientela de homens casados.

A dona do imóvel, uma mulher de 53 anos, recebeu voz de prisão em flagrante. Ela vai responder pelos crimes de manter casa de prostituição e favorecimento da prostituição, previstos nos artigos 229 e 228 do Código Penal, cujas penas podem chegar a cinco anos de prisão, além de multa. As duas mulheres foram ouvidas, qualificadas e liberadas.

A investigação foi coordenada pelo delegado José Donizeti de Melo, responsável pela UPJA.