As investigações sobre as mortes ocorridas na UTI do hospital particular Anchieta de Taguatinga, no Distrito Federal, avançaram e revelaram um nível ainda maior de crueldade por parte de um dos técnicos de enfermagem presos.
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Segundo a Polícia Civil, após a vítima, uma senhora de 75 anos não morrer imediatamente, o suspeito Marcus Vinícius Barbosa de Araújo voltou a aplicar o produto químico diversas vezes, demonstrando total desprezo pela vida humana. As comparsas Amanda Rodrigues e Marcela Alves da Silva também foram presas.
De acordo com a Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), o técnico utilizou um desinfetante hospitalar, substância destinada exclusivamente à limpeza de superfícies, diretamente na corrente sanguínea de uma paciente idosa. Mesmo após perceber que a vítima continuava viva, ele teria insistido na aplicação, injetando o produto mais de dez vezes, até provocar a parada cardíaca.
A conduta evidencia frieza e intenção clara de matar. As imagens das câmeras de segurança mostram o técnico retornando repetidamente ao leito, enquanto outras duas profissionais monitoravam a movimentação no corredor para evitar a entrada de terceiros.
A brutalidade do caso chocou até mesmo os investigadores mais experientes. Segundo a polícia, o suspeito chegou a simular tentativas de reanimação após causar o colapso da paciente, numa aparente tentativa de encobrir o crime e afastar suspeitas da equipe médica.
As autoridades apuram se o método foi usado em outras ocasiões e não descartam a existência de mais vítimas. Os três técnicos permanecem presos e devem responder por homicídio qualificado, com agravantes por meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.
O caso segue sob investigação.