O Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) foi acionado pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (16) para verificar uma possível irregularidade em uma residência localizada no Parque Prezotto. No local, os policiais encontraram um ímã acoplado ao hidrômetro, dispositivo utilizado para interferir na medição do consumo de água.
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A equipe técnica do Semae confirmou a adulteração do equipamento. Em seguida, a autarquia acionou a empresa Mirante, responsável pela manutenção dos hidrômetros, que realizou a substituição imediata do aparelho e confirmou a irregularidade identificada.
Segundo o presidente do Semae, Ronald Pereira, esse tipo de prática impede a cobrança correta do consumo de água no imóvel. Ele afirmou que a fraude compromete a equidade do sistema de abastecimento e impacta a gestão dos recursos hídricos.
A irregularidade foi identificada durante uma ação da Polícia Civil da Unidade de Polícia Judiciária (UPJ) de Piracicaba, que cumpria um mandado de busca relacionado a investigações sobre furtos a residências no bairro. O suspeito foi localizado e encaminhado à UPJ para prestar depoimento.
Durante a saída da equipe policial, um dos agentes observou indícios de interferência no hidrômetro instalado na entrada do imóvel. Diante da suspeita, o Semae foi comunicado para realizar a verificação técnica, que confirmou a presença de um ímã posicionado para alterar a leitura do consumo.
De acordo com a legislação brasileira, o furto de água é tipificado como crime no artigo 155 do Código Penal, com penas que variam de um a quatro anos de reclusão. A Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Ares-PCJ) também regulamenta esse tipo de infração por meio da Resolução nº 510/2023.
Entre as práticas consideradas fraude estão alterações no cavalete, perfurações no medidor, violação de lacres, uso de objetos para interferência no hidrômetro e ligações diretas à rede de abastecimento sem autorização.
Mesmo nos casos em que a adulteração seja realizada por terceiros, a responsabilidade recai sobre o morador do imóvel. Caso não haja colaboração durante a apuração, é registrado boletim de ocorrência, dando início a processo por furto de água.