Os preços da picanha vendidos ao consumidor registraram aumento de 2,82% em 2025, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, a cerveja consumida no domicílio teve alta de 5,97%.
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O resultado marca uma desaceleração no preço da picanha em relação a 2024, quando o produto acumulou elevação de 8,74%. Em 2023, houve recuo de 10,69%. Já a cerveja apresentou aceleração em 2025, após variações de 4,5% em 2024 e 5,29% em 2023. A alta registrada neste ano é a maior desde 2022, quando o índice chegou a 9,37%.
O comportamento dos preços desses produtos ganhou relevância no debate público a partir das eleições de 2022. Durante a campanha, o então candidato Luiz Inácio da Lula da Silva mencionou o consumo de carne bovina e cerveja como referência ao poder de compra da população.
De acordo com o IBGE, os dados do IPCA indicam perda de ritmo no aumento dos preços das carnes ao longo do segundo semestre de 2025. Segundo Fernando Iglesias, coordenador de mercados da consultoria Safras & Mercado, o movimento está relacionado à maior oferta de carne no mercado interno.
Ainda conforme o analista, o crescimento da produção bovina no país contribuiu para limitar reajustes mais elevados. Em 2025, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e passou a ocupar a primeira posição na produção mundial de carne bovina.
Apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos no ano anterior, o setor ampliou as exportações para outros mercados, com destaque para a China, o que ajudou a equilibrar a oferta destinada ao consumo interno.