O desembargador aposentado Sebastião Coelho publicou mensagens em suas redes sociais convocando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma paralisação em defesa de anistia. Bolsonaro foi preso no sábado (22/11), em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Nas publicações, Coelho orienta seguidores sobre como a mobilização deveria ocorrer e afirma que o objetivo é pressionar o Congresso Nacional. Segundo ele, a proposta de anistia inclui os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro e o ex-presidente.
Coelho defende que serviços essenciais, como bombeiros, hospitais e ambulâncias, não interrompam o funcionamento, mas sugere que demais setores participem da paralisação de forma gradual. Ele afirma que líderes de categorias deveriam iniciar a mobilização, permitindo que outros grupos se unam posteriormente.
Em seus vídeos, o ex-magistrado também faz críticas ao Poder Judiciário e questiona a postura de autoridades militares diante da prisão de Bolsonaro. Ele afirma que apoiadores não devem permanecer inativos e pede adesão imediata ao movimento.
Horas após a detenção de Bolsonaro, Coelho voltou a se manifestar, pedindo o que chamou de “reação à altura”. Ele classificou a ordem de prisão como resultado de “intolerância religiosa” e “abuso de poder”, alegações que direcionou ao ministro Alexandre de Moraes. O ex-desembargador argumenta que a decisão teria violado dispositivos do Estatuto dos Militares e relacionou a prisão às vigílias realizadas por apoiadores do ex-presidente desde agosto.
Coelho também afirmou que a ordem de prisão poderia abrir caminho para que oficiais generais das Forças Armadas viessem a cumprir pena em unidades prisionais comuns.
A detenção ocorreu após pedido da Polícia Federal (PF) ao STF. A corporação apontou risco de fuga, relacionado à vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) em frente ao condomínio onde vive o ex-presidente.
Na decisão que autorizou a prisão, o ministro Alexandre de Moraes registrou que houve violação da tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro. Segundo o monitoramento citado na decisão, o equipamento foi rompido por volta das 0h08 do dia 22/11/2025.
O documento afirma que a suposta intenção de fuga teria sido facilitada pela movimentação provocada pela convocação da manifestação.