A Prefeitura de Piracicaba encaminhou à Câmara Municipal um Projeto de Lei Complementar que autoriza o município a receber em doação áreas da Fazenda do Estado de São Paulo, localizadas na Rua Alberto Coral, no bairro Guamium, para a implantação de um Polo de Indústrias Tecnológicas. Segundo o Executivo, a medida é considerada urgente para conter a evasão de empresas de base tecnológica e garantir espaço para expansão do setor, que hoje opera no limite da capacidade do Parque Tecnológico administrado pela Esalq-Tec.
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De acordo com a justificativa que acompanha o projeto, a nova área permitirá a instalação imediata de 12 indústrias de alta tecnologia já identificadas, além de atender cerca de 90 empresas que aguardam espaço para se instalar ou ampliar suas operações em Piracicaba. As projeções apresentadas pela Prefeitura estimam a geração de três mil empregos diretos e a injeção de aproximadamente R$ 3 bilhões em novas receitas na economia local, impulsionando a arrecadação de tributos e fortalecendo a capacidade de investimento público.
O governo municipal afirma que a falta de áreas destinadas ao crescimento tecnológico já provoca perdas concretas. A IdeiaLab, empresa de bioinsumos incubada no Parque Tecnológico, deixou Piracicaba e se instalou no Paraná. Já a Bioptimize, que projeta faturamento anual de US$ 100 milhões, cogita se mudar para Rio das Pedras por falta de espaço adequado. Para o Executivo, esses casos representam sinais de uma “crise iminente”, que o novo polo busca evitar.
O projeto também prevê a criação de um Centro de Eventos e Convenções integrado ao complexo industrial, destinado a fortalecer a interação entre empresas, universidades, investidores e poder público.
A administração municipal argumenta que o conjunto transformará Piracicaba em um ambiente competitivo globalmente, capaz de atrair investimentos, fomentar a inovação e gerar empregos qualificados.
Após a efetivação da doação, o município deverá adequar seu Plano Diretor para viabilizar o polo, preservando todas as atividades de pesquisa atualmente desenvolvidas pela Fazenda do Estado e seus órgãos no imóvel e no entorno. Para a Prefeitura, concentrar atividades industriais em uma área planejada reduzirá conflitos de uso do solo, melhorará a infraestrutura e ampliará a base produtiva local.