A região de Piracicaba enfrenta um aumento expressivo nos atendimentos por pneumonia neste ano. Entre janeiro e agosto de 2025, as cidades que compõem o Departamento Regional de Saúde (DRS) somaram 6.880 registros, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES). O número representa um crescimento de 20,6% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 5.702 atendimentos.
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Embora o cenário local já acenda um alerta, a tendência também aparece no restante do estado de São Paulo, que ultrapassou 202 mil atendimentos nos primeiros oito meses de 2025 — avanço próximo de 20% frente ao ano anterior. Assim como em Piracicaba, a região de Campinas observou um salto significativo nos atendimentos por pneumonia: 17.890 casos entre janeiro e agosto deste ano, quase o dobro dos 8.978 registros do mesmo período de 2024. Apesar disso, houve queda nas internações, que passaram de 7.271 para 6.443.
Profissionais de saúde destacam que a pneumonia frequentemente se apresenta de forma silenciosa, o que faz com que muitos pacientes procurem ajuda já em estágio avançado. A semelhança com outras infecções respiratórias também contribui para a demora no diagnóstico.
Entre os sinais que merecem atenção estão:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que a doença segue como uma das principais causas de morte evitável em crianças menores de cinco anos no mundo — um dado que torna a prevenção ainda mais urgente.
Especialistas relatam que o avanço dos atendimentos tem relação direta com a baixa adesão às vacinas disponíveis. A imunização contra pneumococo e influenza é considerada peça-chave na redução das complicações respiratórias, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Além da vacinação, médicos recomendam manter boas práticas de saúde, como alimentação equilibrada, hidratação constante e evitar ambientes com fumaça de cigarro, que agravam quadros respiratórios.
Em Piracicaba, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que as vacinas seguem disponíveis nas UBSs e USFs, das 8h às 15h (exceto na UBS Paulista). Para ser imunizado, basta apresentar documento com foto, carteira de vacinação e o Cartão Nacional do SUS.
A SES afirmou que acompanha constantemente o avanço dos casos e mantém campanhas voltadas à conscientização sobre imunização e cuidados básicos de proteção. A combinação entre vacinação atualizada, hábitos saudáveis e atenção aos primeiros sinais da doença reduz drasticamente o risco de complicações e internações.