09 de julho de 2026
PROBLEMA

'Infertilidade e câncer'; SBD alerta sobre unhas de gel

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: Freepik
Sociedade Brasileira de Dermatologia reforçou os problemas nas aplicações de unhas em gel por causa de duas substâncias químicas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu duas substâncias químicas comumente empregadas em produtos para unhas em gel: o TPO e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também denominado dimetiltolilamina. A decisão, anunciada na última terça-feira (4), segue uma determinação prévia adotada na União Europeia e é fundamentada em estudos que indicaram potenciais riscos à saúde.

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A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) emitiu um comunicado reforçando a preocupação com os riscos de câncer e outros problemas de saúde relacionados à aplicação desses produtos.

Riscos e a Decisão da Anvisa

Pesquisas realizadas em animais associaram o TPO a possíveis alterações na fertilidade e o DMPT ao potencial desenvolvimento de câncer. Embora os estudos não tenham sido conduzidos em pele humana, a dermatologista e membro da SBD, Dra. Rosana Lazzarini, justificou a medida como preventiva.

A Dra. Rosana Lazzarini ressaltou que o grupo mais vulnerável são os profissionais que aplicam os produtos. "Essas profissionais manipulam as substâncias várias vezes ao dia, durante anos. Isso aumenta o risco de desenvolver doença ocupacional relacionadas à exposição química", afirmou.

A SBD alertou que, mesmo com a remoção dos químicos proibidos, o uso regular de esmaltes e unhas em gel pode causar danos físicos e reações alérgicas. As resinas acrílicas, que requerem endurecimento por radiação ultravioleta (UV), são citadas como as principais responsáveis por alergias.

Os problemas associados incluem:

A entidade destacou a dificuldade para o público geral identificar reações adversas. "Qualquer vermelhidão, descamação ou alteração na textura da unha deve servir de alerta para procurar um dermatologista", orientou a médica.



Recomendações da SBD

A SBD enfatizou a importância de medidas preventivas, como:

Para os profissionais, a orientação é utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) e limitar a exposição direta às substâncias.

Até o momento, não há informações sobre o prazo para a retirada completa das substâncias proibidas ou a disponibilidade de produtos alternativos no mercado. Os fabricantes deverão agora reformular seus produtos para adequação às novas exigências da Anvisa.