O período reprodutivo dos saruês, que vai de setembro a março, explica o crescimento de aparições desses animais em áreas urbanas: fêmeas em fase de amamentação intensificam a busca por alimento, o que as leva a circular mais próximo de residências e comércios. Embora muitas pessoas os confundam com pragas, especialistas e autoridades ambientais ressaltam que esses marsupiais desempenham funções ecológicas importantes e raramente oferecem risco quando não provocados.
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Saruês são predadores oportunistas que ajudam a controlar populações de escorpiões, baratas, aranhas e roedores, além de consumirem frutas e favorecerem a dispersão de sementes — papel relevante para a regeneração de áreas verdes. “Eles contribuem diretamente para o equilíbrio do ecossistema urbano; atacar ou tentar capturá-los põe em risco tanto o animal quanto o cidadão”, afirma Alesandra Fontanesi, diretora do Departamento de Bem-Estar Animal de Valinhos, lembrando que maus-tratos a animais silvestres configuram crime ambiental.
A administração municipal recomenda que moradores observem os saruês apenas à distância e evitem qualquer tentativa de manuseio. Em situações que demandem intervenção, a orientação é contatar o Departamento de Bem-Estar Animal pelo WhatsApp (19) 3829-2197 ou a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153, que aciona a Guarda Ambiental. Valinhos também mantém convênio com a Associação Mata Ciliar, de Jundiaí, para recepção, tratamento e reintrodução de animais silvestres recolhidos em área urbana.
Com informação e cautela é possível conviver sem conflitos: medidas simples—como não deixar restos de comida ao ar livre e preservar perímetros verdes—reduzem o contato direto entre humanos e animais. A cidade, por sua vez, reforça o monitoramento e o atendimento especializado durante a temporada de reprodução, para proteger tanto a fauna quanto a população.