O corpo de Nayara Carolina Justino de Souza, de 38 anos, será velado neste sábado, 7, no Memorial Nova Franca, sala 05, em Franca. O sepultamento está previsto para as 14h, no Cemitério Jardim das Oliveiras.
Natural de Franca, Nayara foi assassinada a facadas pelo companheiro na madrugada de sexta-feira, 6, em um apartamento no bairro Parque São Vicente, em São Vicente, no litoral paulista.
A mulher foi encontrada morta após o filho, de 4 anos, sair sozinho do imóvel e procurar ajuda. A criança chamou a atenção do porteiro do condomínio, que acompanhou o menino de volta ao apartamento e encontrou a vítima sobre a cama.
Irmã cobra justiça
A psicóloga Elaine Cristina Justino, irmã de Nayara, republicou uma manifestação nas redes sociais em que questionou a falta de medidas efetivas para combater o feminicídio. Essa manifestação também chamou a atenção para as consequências da violência, especialmente para as crianças que perdem as mães nesses crimes.
“Quantos feminicídios ainda precisarão acontecer para que a Justiça seja, de fato, Justiça? Quantas mulheres ainda precisarão perder a vida para que medidas efetivas sejam tomadas? Quantos filhos ainda ficarão sem mães?”, escreveu.
O texto também relatou a dor de receber uma notícia tão violenta quando a vítima é alguém próximo. De acordo com o escrito, a tristeza provocada por notícias de feminicídio se transforma em revolta e indignação quando a violência atinge alguém que faz parte da própria história.
A manifestação ainda criticou a impunidade e a falta de proporcionalidade das punições diante da brutalidade desses crimes. “É revoltante viver em um país onde mulheres, crianças e pessoas do bem continuam sendo assassinadas e que a punição nunca é proporcional à brutalidade desses crimes”, dizia a publicação.

Suspeito foi preso
O companheiro de Nayara, André Luiz Coimbra Oliveira, de 33 anos, foi localizado e preso horas depois do crime pela GCM (Guarda Civil Municipal) de São Vicente. Durante a abordagem, ele teria confessado o assassinato e afirmado que atingiu a mulher com uma facada após uma discussão.
O caso foi registrado como feminicídio. A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. A criança ficou sob a responsabilidade de uma tia paterna, após acompanhamento do Conselho Tutelar.