CONDENADO

Homem que matou ex na frente do filho é condenado a 29 anos de prisão em Bauru

Luiz Antônio de Araújo Félix atacou Bruna Giovana da Silva pelas costas; ela estava de mãos dadas com o filho do ex-casal

Por Tisa Moraes e André Fleury Moraes | 12/04/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Redação

Redes Sociais/Reprodução

A vítima, Bruna Giovana da Silva
A vítima, Bruna Giovana da Silva

Um homem que matou a ex-companheira a facadas em 2020, na frente do filho que tiveram juntos, foi condenado a 29 anos, sete meses e 20 dias de reclusão, em Bauru. O réu, Luiz Antônio de Araújo Félix, foi sentenciado por feminicídio qualificado por decisão do Tribunal do Júri proferida nesta quinta-feira (11). Ele já estava preso por ter cometido o crime e seguirá cumprindo pena em regime fechado.

Conforme o JC noticiou, a vítima, Bruna Giovana da Silva, tinha 24 anos quando foi assassinada em frente ao condomínio onde morava, na quadra 38 da avenida Castelo Branco, no Jardim Ouro Verde, na tarde de 12 de dezembro de 2020. Ela foi atingida por golpes nas costas, peito, pescoço, cabeça e mãos, segundo informações prestadas pela equipe do Samu, que atestou o óbito no local.

Imagens de uma câmera de segurança mostraram a ação criminosa de Luiz Antônio, que fugiu do local e foi encontrado pela Polícia Militar na manhã do dia seguinte, dormindo em seu Corsa Classic. Sua prisão ocorreu após a corporação receber denúncia anônima sobre um veículo parado em uma estrada de terra que dá acesso ao distrito de Tibiriçá. A faca utilizada no crime estava dentro do automóvel, com vestígios de sangue, e foi apreendida.

Aos policiais, o feminicida confessou o crime, alegando que assassinou a ex-companheira porque sentiu raiva. Ele teria ido até o residencial para levar dinheiro a Bruna como auxílio das despesas do filho, quando pegou uma faca do carro e a golpeou.

A gravação da câmera de monitoramento revelou que Luiz Antônio atacou a jovem quando ela estava de costas, afastando-se do local onde teve contato com ele, de mãos dadas com o filho, que presenciou o crime. Ela foi golpeada por diversas vezes e caiu, enquanto seu algoz fugia, deixando sozinho o menino de 4 anos. Momentos depois, populares acolheram a criança.

De acordo com o relato de testemunhas, o ex-casal vinha tendo desentendimentos há algum tempo antes do feminicídio, inclusive por discordâncias relacionadas à pensão alimentícia do filho. A defesa de Luiz Antônio foi procurada pela reportagem, mas o número de telefone registrado no site da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) constou como inválido.

Na dosimetria da pena, ato posterior à sentença do Tribunal do Júri, a juíza Érica Marcelina Cruz, da 1.ª Vara Criminal de Bauru, levou em consideração "a frieza do réu ao se reportar ao crime que acabara de cometer". Ela destacou também que "não se pode ignorar a personalidade agressiva do réu".

"As imagens anexadas aos autos demonstram a forma cruel e absolutamente reprovável com que o réu investiu contra a vítima, em plena luz do dia (por volta de 13h30) e na presença de diversos populares; o que também comprova sua maior audácia e desprezo completo pela vida humana", afirmou a magistrada.

Luiz Antônio de Araújo Félix (crédito: Redes Sociais/Reprodução)
Luiz Antônio de Araújo Félix (crédito: Redes Sociais/Reprodução)

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