O laudo da Polícia Científica não identificou falha mecânica na viatura da GCM (Guarda Civil Municipal) envolvida na ocorrência que terminou com a morte do adolescente Brayan Willian dos Santos Ferreira da Silva, de 16 anos, em São José dos Campos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (24) pelo prefeito Anderson Farias (PSD).
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Segundo o prefeito, apesar do resultado da perícia, a Prefeitura mantém uma sindicância para analisar as circunstâncias da perseguição e da colisão. O procedimento administrativo deverá considerar o laudo técnico e os depoimentos dos agentes envolvidos.
“Do ponto de vista do veículo, não foi encontrado nenhum problema no veículo”, afirmou Anderson durante a entrega de 40 veículos destinados às forças de segurança e à Mobilidade Urbana do município.
O acidente ocorreu em 7 de setembro, no Conjunto Residencial Dom Pedro 1º, na zona sul de São José dos Campos. O adolescente estava na garupa de uma motocicleta conduzida por outro jovem, também de 16 anos. Os dois eram acompanhados por uma viatura da GCM após, segundo o registro da ocorrência, desobedecerem a uma ordem de parada.
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O guarda municipal que conduzia a viatura relatou à Polícia Civil que acionou os freios quando a motocicleta reduziu a velocidade para fazer uma curva, mas o sistema não teria respondido. A informação motivou a realização de uma perícia específica no veículo.
De acordo com o prefeito, a análise não encontrou defeito mecânico. Anderson afirmou, porém, que o documento também considera o uso intenso da viatura durante a ocorrência como um possível elemento relacionado à falha relatada pelo agente.
Antes de entrar em serviço, segundo a Prefeitura, o veículo havia passado por uma verificação.
A ocorrência teve início na região do Campo dos Alemães. Segundo os registros policiais, agentes da GCM identificaram uma motocicleta sem placa, com dois ocupantes que não utilizavam capacete. Após a ordem de parada, o condutor teria fugido.
A Prefeitura informou que o acompanhamento durou cerca de 20 minutos. Câmeras de segurança registraram parte do trajeto até a colisão, ocorrida na rua Dionísio Alves da Silva, no Dom Pedro 1º.
A motocicleta e a viatura bateram e, na sequência, o veículo da GCM atingiu o muro de uma residência. O adolescente que estava na garupa morreu no local.
O condutor da moto ficou ferido e foi apreendido posteriormente por atos infracionais correspondentes a receptação, adulteração de sinal identificador de veículo, desobediência e direção sem habilitação. A motocicleta havia sido identificada como furtada.
Um guarda municipal também ficou ferido e precisou de atendimento médico.
A apuração da Prefeitura deverá analisar, entre outros pontos, a atuação dos agentes, as condições da via, a trajetória dos veículos e as circunstâncias que antecederam a colisão.
“A gente faz uma sindicância, até para que as coisas fiquem transparentes, para que a gente realmente possa avaliar”, afirmou o prefeito.
Anderson também disse que, na avaliação dele, a situação teve início após o condutor da motocicleta não obedecer à ordem de parada. Segundo o prefeito, não seria possível fazer um julgamento antecipado sobre a atuação dos agentes.
A investigação policial precisa esclarecer a dinâmica da colisão e eventual responsabilidade pelo resultado. Entre os pontos que permanecem sob apuração estão a velocidade dos veículos, as condições da via e os procedimentos adotados durante o acompanhamento.