Edson Roberto dos Santos, de 46 anos, morto a tiros dentro de um carro no Jardim Colonial, na zona sul de São José dos Campos, tinha ligação com roubos a banco e, segundo a polícia, era considerado “ladrão de banco”.
A vítima tinha passagens por roubo em São José e no Litoral Norte. O homicídio aconteceu na noite desta quinta-feira (10), e a autoria ainda é desconhecida.
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Edson foi encontrado no banco do motorista de um Chevrolet Corsa Wind, de cor vinho, na Rua Iran Faria Siqueira. A Polícia Militar havia sido acionada pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) para averiguar uma situação suspeita envolvendo o veículo.
Quando os policiais chegaram ao endereço, encontraram o homem com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e intenso sangramento. Uma equipe médica foi acionada e constatou a morte no local.
A segunda edição do boletim de ocorrência acrescentou que a análise inicial realizada no local apontou que Edson teria sido atingido por ao menos dois disparos de arma de fogo.
Os ferimentos estavam próximos às regiões da nuca e do pescoço. A quantidade definitiva de tiros e outros detalhes sobre as lesões ainda dependem dos exames periciais.
O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), onde foi requisitado exame necroscópico. O resultado poderá contribuir para esclarecer a dinâmica do homicídio.
O crime ocorreu na Rua Iran Faria Siqueira. O veículo em que Edson foi encontrado, um Chevrolet Corsa Wind fabricado em 1995 e modelo 1996, foi apreendido para investigação. Durante os trabalhos da perícia, dois projéteis foram recolhidos e lacrados para análise. O celular e a carteira da vítima também foram apreendidos.
Segundo o boletim, o delegado plantonista decidiu não requisitar naquele momento uma perícia nos objetos pessoais. A decisão teve como objetivo preservar a linha de investigação que será definida pela unidade responsável pelo inquérito.
A autoria do assassinato ainda é desconhecida. O boletim registra o caso como homicídio consumado de autoria desconhecida e não havia prisão até o fechamento do registro policial.
A motivação do crime também não foi esclarecida. O registro policial não aponta, até o momento, eventual discussão, ameaça, tentativa de roubo ou outra circunstância que possa explicar o assassinato.
O local do crime foi preservado para os trabalhos da Polícia Científica. Peritos do Instituto de Criminalística realizaram registros fotográficos e levantamentos técnicos antes da liberação da área. Os trabalhos foram acompanhados pelo delegado de plantão, investigadores e por um integrante da Delegacia de Homicídios.
A Polícia Civil aguarda os laudos periciais e deverá cruzar os vestígios encontrados no veículo e no local com outras informações obtidas durante a investigação.
O caso foi encaminhado para a área responsável pela apuração de homicídios em São José.