A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte do adolescente Brayan Willian dos Santos Ferreira da Silva, de 16 anos, durante uma ocorrência envolvendo uma motocicleta e uma viatura da GCM (Guarda Civil Municipal) em São José dos Campos.
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O caso aconteceu na tarde desta segunda-feira (7), no Conjunto Residencial Dom Pedro 1º, na região sul da cidade, e a investigação aguarda laudos periciais para esclarecer a dinâmica da colisão.
O boletim de ocorrência, registrado na CPJ (Central de Polícia Judiciária), classifica provisoriamente o caso como morte suspeita, com causa acidental.
Segundo a autoridade policial, neste momento não há elementos suficientes para apontar eventual responsabilidade criminal de qualquer um dos envolvidos.
A Polícia Civil deverá analisar especialmente a trajetória da motocicleta e da viatura, as condições da via e a alegação apresentada pelo guarda que conduzia o veículo oficial de que os freios da viatura não responderam no momento em que ele tentou reduzir a velocidade para fazer uma curva.
Ao G1, a Prefeitura de São José informou, porém, que os freios estavam "funcionando normalmente".
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Segundo os depoimentos registrados no BO, os guardas municipais relataram que a equipe fazia patrulhamento nas proximidades do PEV/UBS do Campo dos Alemães quando avistou uma motocicleta ocupada por dois adolescentes -- a moto tinha queixa de furto.
Ainda conforme o registro, os jovens estavam sem capacete e a motocicleta não tinha placa de identificação. Os agentes teriam dado ordem de parada por meio de sinais sonoros e luminosos, mas o condutor teria acelerado e iniciado uma fuga.
A GCM passou a acompanhar a motocicleta. Uma segunda equipe entrou no acompanhamento, mas os veículos se separaram durante o trajeto. A perseguição prosseguiu pelo Dom Pedro 1º.
De acordo com o relato do guarda que dirigia a viatura, os dois veículos trafegavam em velocidade elevada por uma via com curvas sucessivas. Quando a motocicleta reduziu para fazer uma curva, o agente afirmou ter acionado os freios da viatura, mas eles não teriam respondido.
Na sequência, a viatura bateu contra um muro, enquanto a motocicleta também colidiu. Brayan, que estava na garupa, morreu no local. O condutor da moto, também de 16 anos, foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal da Vila.
Um dos guardas municipais que estava na ocorrência também ficou ferido e precisou ser levado ao hospital.
A investigação também tenta reconstruir os momentos anteriores à colisão. Policiais civis fizeram diligências na região para localizar câmeras de segurança e possíveis testemunhas.
Uma câmera instalada em uma residência próxima registrava apenas o portão do imóvel e não captou a dinâmica do acidente. Em outra casa, porém, o morador forneceu uma gravação que mostra a colisão. O vídeo foi anexado à investigação.
O BO informa ainda que não foram localizadas, inicialmente, testemunhas oculares que pudessem esclarecer diretamente a dinâmica da colisão.
Na avaliação da autoridade policial responsável pelo registro, ainda é necessário aguardar os laudos periciais, principalmente aqueles relacionados à dinâmica do acidente e à suposta falha no sistema de freios da viatura.
Também deverão ser analisadas imagens anteriores à colisão, além de eventuais novos depoimentos e outros elementos que possam surgir durante a investigação.
Por isso, a Polícia Civil decidiu manter, neste momento, o registro como morte suspeita, com causa acidental, deixando aberta a possibilidade de alteração do enquadramento conforme o avanço das apurações.
O adolescente que conduzia a motocicleta não foi ouvido inicialmente na delegacia porque permanecia internado em razão dos ferimentos.
Com base nos elementos reunidos no BO, a autoridade policial determinou a apreensão do jovem por atos infracionais análogos aos crimes de receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, desobediência e direção sem habilitação.
A investigação sobre a morte de Brayan, entretanto, segue separada da apuração dos atos infracionais atribuídos ao sobrevivente. A responsabilidade pela colisão e as circunstâncias da atuação dos agentes públicos ainda dependem da perícia e das demais diligências policiais.