O aposentado Carlos Inácio da Silva, de 62 anos, se colocou na frente da filha na tentativa de protegê-la e acabou morto a tiros pelo ex-genro, durante um ataque em Jacareí. O crime aconteceu na noite de terça-feira (18), durante uma discussão sobre a divisão de um imóvel.
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O autor dos disparos, o mecânico Anderson Saldanha Guedes, de 37 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (20), em Passa Quatro, no Sul de Minas Gerais. Ele era procurado desde o ataque.
Segundo os relatos registrados no boletim de ocorrência, Anderson deixou o ambiente durante a conversa sobre a partilha do imóvel e voltou armado. O pai do mecânico contou à polícia que o primeiro alvo foi Carlos.
Ao perceber o ataque, o aposentado teria se colocado na frente da filha, Mônica Cristina da Silva, de 38 anos. Carlos foi atingido pelos disparos e morreu no local.
Depois, Anderson passou a perseguir Mônica, que tentou fugir para dentro da residência. Segundo a investigação, o mecânico continuou atirando contra a ex-noiva antes de fugir.
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A mãe de Anderson também prestou depoimento à polícia e afirmou ter ouvido aproximadamente 15 disparos. Ela contou ainda que tentou impedir o filho de pegar a arma, mas foi empurrada por ele.
A mulher relatou que Anderson já havia feito ameaças contra Mônica. Segundo o depoimento, ele dizia que a ex-namorada não ficaria com o dinheiro referente ao imóvel e teria afirmado que mataria a mulher e depois tiraria a própria vida.
Após fugir do local do crime, Anderson enviou uma mensagem ao próprio pai. Conforme o depoimento registrado no boletim de ocorrência, o mecânico escreveu que “não iria mais envergonhá-lo”.
A mensagem foi enviada depois que ele deixou a residência em uma motocicleta Honda NX-4 Falcon.
Mônica foi baleada durante o ataque e permanece internada na Santa Casa de Jacareí. Segundo as informações apuradas, ela está consciente, intubada e apresenta quadro clínico estável.
Ela ainda não havia sido ouvida pela polícia no momento do registro da ocorrência porque permanecia sob cuidados médicos.
Anderson e Mônica mantiveram um relacionamento por cerca de seis anos e haviam terminado em 27 de julho. Os dois tinham casamento civil previsto para outubro.
A investigação aponta que o conflito começou durante uma conversa sobre a divisão de um imóvel adquirido pelo casal. Mônica pretendia ficar com metade do valor obtido com a venda da casa, enquanto Anderson não concordava com a partilha. Os três estavam reunidos para discutir o assunto quando ocorreu o ataque.
A Polícia Civil registrou o caso como homicídio consumado contra Carlos e tentativa de feminicídio contra Mônica.