Um vídeo obtido por OVALE mostra Vívian Kathleen de Paiva Macedo, de 26 anos, sendo perseguida e ameaçada pelo cunhado minutos antes de morrer durante um incêndio em uma residência de Pindamonhangaba.
As imagens, registradas por uma câmera de segurança de um imóvel vizinho, foram entregues à Polícia Civil e anexadas ao boletim de ocorrência registrado nesta quinta-feira (13).
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Vívian estava grávida e morreu junto com o bebê que esperava. O caso, inicialmente tratado como uma morte suspeita, ganhou novos elementos com o registro da ocorrência e agora será alvo de uma investigação aprofundada para esclarecer o que aconteceu antes do incêndio e a causa da morte.
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Segundo o boletim de ocorrência, o vídeo mostra o cunhado de Vívian seguindo a jovem pela rua. Durante a perseguição, ele teria arremessado pedras contra ela e feito uma ameaça de morte.
Ainda de acordo com o registro policial, é possível ouvir o homem gritando: “agora eu te mato”.
A gravação foi entregue à Polícia Civil e passou a integrar a investigação sobre a morte da jovem. O material deverá ser analisado pelos investigadores para ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos.
O cunhado e o companheiro de Vívian aparecem no boletim de ocorrência na condição de investigados. A condição, neste momento, não significa que qualquer um deles tenha sido formalmente apontado como responsável pela morte.
Conforme o relato apresentado pelo cunhado à polícia, ele, Vívian e o companheiro dela teriam passado a noite consumindo drogas. Ainda segundo essa versão, houve uma discussão entre os envolvidos.
O companheiro teria deixado a residência por volta das 7h. Posteriormente, aos policiais, ele afirmou que saiu do imóvel para evitar que o conflito se agravasse.
Após a saída dele, o cunhado relatou que teve uma nova discussão com Vívian. Segundo a versão apresentada no boletim, a jovem saiu para a rua e foi seguida pelo homem. Depois, os dois retornaram para a residência.
Foi nesse intervalo que, segundo a Polícia Civil, a câmera de segurança registrou a perseguição e a ameaça.
O boletim aponta que, após retornar à residência, Vívian entrou em um dos quartos, onde posteriormente ocorreu o incêndio.
A informação de que a própria jovem teria provocado o fogo foi apresentada pelo cunhado durante o depoimento à polícia. Essa hipótese, porém, ainda não é uma conclusão oficial da investigação.
Vizinhos perceberam as chamas, entraram no imóvel e tentaram controlar o fogo. De acordo com o registro policial, populares retiraram Vívian do quarto e levaram o corpo para a sala antes da chegada do Corpo de Bombeiros.
Quando as equipes de resgate chegaram, o incêndio já havia sido controlado e a morte da jovem constatada.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como morte suspeita, diante de dúvida razoável sobre a hipótese de suicídio, além de incêndio, crime previsto no artigo 250 do Código Penal.
A perícia foi acionada e esteve no imóvel. Conforme consta no boletim, a Polícia Civil fará uma “apuração aprofundada” após a conclusão dos laudos do IML (Instituto Médico Legal) e do IC (Instituto de Criminalística).
Um inquérito policial será instaurado para esclarecer a sequência dos acontecimentos, a origem do incêndio e as circunstâncias da morte de Vívian.
Até a conclusão dos laudos e das demais diligências, não há definição oficial sobre quem provocou o incêndio nem sobre a dinâmica exata que levou à morte da jovem e do bebê.