QUEIMADA

Grávida morreu queimada no Vale após ser perseguida por cunhado

Por Leandro Vaz | Pindamonhangaba
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Vívian Kathleen de Paiva Macedo, de 26 anos
Vívian Kathleen de Paiva Macedo, de 26 anos

A morte de Vívian Kathleen de Paiva Macedo, de 26 anos, durante um incêndio em uma residência de Pindamonhangaba, ganhou novos contornos após o registro da ocorrência pela Polícia Civil nesta quinta-feira (13).

Vívian estava grávida. A morte da jovem e do bebê que esperava provocou comoção entre familiares, amigos e moradores da região.

Segundo o boletim de ocorrência, momentos antes do incêndio, Vívian teria sido perseguida na rua pelo cunhado, que teria arremessado pedras contra ela e feito uma ameaça de morte. A ação foi registrada por uma câmera de segurança de uma residência vizinha e as imagens foram entregues à polícia.

De acordo com o BO, no vídeo o homem aparece perseguindo a jovem e gritando “agora eu te mato”. O material foi anexado à ocorrência e deverá integrar a investigação.

O cunhado de Vívian e o companheiro dela aparecem no boletim na condição de investigados. Isso não significa, neste momento, que eles sejam apontados formalmente como responsáveis pela morte.

Discussão antes do incêndio

À polícia, o cunhado relatou que ele, Vívian e o companheiro dela teriam passado a noite consumindo drogas e que houve uma discussão entre eles.

Ainda conforme o relato registrado no BO, o companheiro teria deixado a residência por volta das 7h, afirmando posteriormente aos policiais que saiu do imóvel para evitar que a discussão se agravasse.

O cunhado afirmou que, após a saída do irmão, houve uma nova discussão com Vívian. Segundo a versão apresentada por ele, a jovem saiu para a rua e foi seguida. Depois, os dois retornaram para a casa.

É justamente nesse intervalo que, segundo a Polícia Civil, a câmera de segurança registrou a perseguição e a ameaça.

Incêndio e morte

O boletim aponta que, após retornar à residência, Vívian teria entrado em um dos quartos, onde ocorreu o incêndio.

A versão de que a própria vítima teria provocado o fogo foi apresentada pelo cunhado à polícia e ainda não é uma conclusão oficial da investigação.

Vizinhos perceberam as chamas, entraram no imóvel e tentaram apagar o incêndio. Segundo o registro policial, populares retiraram o corpo de Vívian do quarto e o levaram para a sala antes da chegada do Corpo de Bombeiros.

Quando as equipes de resgate chegaram, o fogo já havia sido controlado e a morte da jovem já havia sido constatada.

Polícia investiga circunstâncias da morte

A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como morte suspeita, com dúvida razoável quanto à hipótese de suicídio, além de incêndio, previsto no artigo 250 do Código Penal.

A perícia foi acionada e esteve no imóvel. A Polícia Civil informou no boletim que haverá “apuração aprofundada” após a liberação dos laudos do IML (Instituto Médico Legal) e do IC (Instituto de Criminalística).

Um inquérito policial será instaurado para esclarecer a sequência dos acontecimentos, a origem do incêndio e as circunstâncias da morte.

Até que os laudos e demais diligências sejam concluídos, não há definição oficial sobre quem provocou o incêndio nem sobre a dinâmica exata que levou à morte da vítima.

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