Um policial militar da reserva, de 55 anos, foi preso preventivamente na noite desta segunda-feira (3), em Ubatuba, suspeito de participação no assassinato da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos.
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O investigado era considerado procurado pela Justiça e foi localizado por equipes da DIG (Dlegacia de Investigações Gerais) e da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), vinculadas à Delegacia Seccional de São Sebastião.
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A prisão ocorreu em uma residência localizada em uma servidão próxima à Praia do Estaleiro, no bairro Ubatumirim. Segundo a Polícia Civil, moradores autorizaram a entrada dos agentes, que comunicaram ao suspeito a existência do mandado de prisão preventiva e realizaram a captura sem resistência.
Após o cumprimento da ordem judicial, o policial foi levado para a Delegacia de Polícia de Ubatuba, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, por ser militar da reserva, foi transferido sob escolta da Polícia Militar para o Presídio Militar Romão Gomes, na cidade de São Paulo, onde permanece à disposição da Justiça.
A audiência de custódia estava prevista para esta terça-feira (4).
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 2ª Vara Cumulativa da Comarca de Ubatuba. O boletim de ocorrência relaciona a ordem ao artigo 121 do Código Penal, que trata do crime de homicídio.
Até o momento, a Polícia Civil não detalhou qual teria sido a participação atribuída ao policial da reserva no crime.
O boletim de captura não informa se ele é investigado por participação direta na morte da vítima, transporte do corpo, ocultação de provas ou outro tipo de envolvimento. Esses detalhes permanecem sob sigilo no inquérito.
A prisão preventiva não representa condenação, e o investigado tem direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.
Berenice Ramos de Aguiar desapareceu no dia 30 de junho após deixar o local onde trabalhava como cozinheira, na região de Ubatumirim, em Ubatuba.
Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso passou a ser investigado como homicídio após o avanço das diligências da Polícia Civil.
Durante a investigação, policiais analisaram imagens de câmeras de segurança, dados de telefonia, registros de radares, deslocamentos de veículos e ouviram testemunhas.
Em 17 de julho, um corpo foi localizado em um penhasco de difícil acesso, na região de Serra d'Água, em Angra dos Reis (RJ). No dia seguinte, a Polícia Civil confirmou que se tratava de Berenice. O reconhecimento foi feito pelo filho da vítima.
Antes da prisão do policial da reserva, a principal investigada era a ex-patroa de Berenice.
Ela foi presa temporariamente em 10 de julho, durante a Operação Último Rastro, que também resultou na apreensão de veículos, celulares, armas e outros objetos considerados importantes para a investigação.
A Polícia Civil também encontrou possíveis vestígios de sangue em uma caminhonete apreendida. Exames com luminol indicaram concentração do material no banco do passageiro, mas a confirmação depende dos laudos periciais.
Com a prisão do policial militar da reserva, a investigação entra em uma nova fase.
A Polícia Civil ainda busca esclarecer qual era a relação entre os investigados, a motivação do crime, o local onde Berenice foi morta e a participação individual de cada suspeito.
Os investigadores também aguardam a conclusão dos laudos periciais e das análises dos aparelhos celulares e veículos apreendidos, que poderão ajudar a reconstruir a dinâmica do homicídio.