A engenheira Poliana Frigi, de 27 anos, afirmou que a abordagem feita por uma funcionária de uma unidade da academia John Boy, em São José dos Campos, incluiu a alegação de que o uso de top durante o treino poderia representar um “risco à segurança”.
O caso, revelado por OVALE, ganhou repercussão nas redes sociais, segue gerando debate (ler aqui).
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Em vídeo publicado nesta segunda-feira (23), Poliana detalhou o episódio e criticou a justificativa apresentada.
Segundo ela, a orientação para que vestisse uma camiseta não se limitou a questões de vestimenta, mas também foi associada à presença de “homens casados” no ambiente e a uma suposta preocupação com sua segurança.
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De acordo com o relato, a engenheira treinava normalmente quando foi abordada na recepção após reclamações de outros frequentadores.
“Ela disse que teve gente reclamando que eu estaria de sutiã por causa da alça fina. Eu expliquei que era um top”, afirmou.
Poliana relatou ainda que a funcionária sugeriu que ela colocasse uma camiseta para evitar interpretações consideradas inadequadas no ambiente.
A jovem afirmou que, no momento da abordagem, ficou sem reação, mas decidiu continuar o treino. “Na hora eu fiquei em choque. Falei que não tinha camiseta e que não colocaria, porque eu estava de top”, disse.
Após o episódio, ela retornou à recepção acompanhada do namorado para registrar uma reclamação e tentar contato com a gerência, mas não conseguiu falar diretamente com um responsável.
Segundo Poliana, o constrangimento foi suficiente para que ela decidisse deixar o local e não retornar mais à academia.
A engenheira também criticou a ausência de contato direto por parte da academia após a repercussão do caso.
“Não houve nenhum contato comigo. Só aquela nota pública”, afirmou.
Para ela, o episódio levanta um debate mais amplo sobre comportamento e responsabilidade. “Não podemos fingir que isso é normal ou colocar a responsabilidade na roupa da mulher”, disse.
Em nota, a academia John Boy pediu desculpas à aluna e informou que o caso está sendo tratado com “máxima seriedade”.
A empresa afirmou que iniciou uma apuração interna para esclarecer os fatos e anunciou a revisão de protocolos de atendimento, além de treinamentos com foco em respeito, diversidade e inclusão.
A academia também declarou que busca contato direto com a aluna e reforçou que não compactua com condutas que possam gerar constrangimento.
O episódio veio à tona após um vídeo publicado pela nutricionista Vitória Martins, que relatou a situação envolvendo a prima.
A repercussão foi imediata e dividiu opiniões nas redes sociais, reacendendo discussões sobre liberdade individual, vestimenta em academias e limites na atuação de funcionários.