Documento OVALE

Educação e Mobilidade reúnem 40% das obras problemáticas no Vale, aponta TCE

Por Xandu Alves |
| Tempo de leitura: 2 min
Obra de construção de escola de São José dos Campos
Obra de construção de escola de São José dos Campos

De acordo com levantamento do TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), 40% das obras em atraso ou paralisadas no Vale do Paraíba são das áreas de Educação e Mobilidade, movimentando um total de R$ 102,7 milhões no orçamento público, seja do Estado ou do município.

Clique e faça parte do nosso grupo no WhatsApp e receba matérias exclusivas. Fique bem informado! Acesse aqui.

São 13 projetos com problemas no cronograma em cada uma das áreas, sendo R$ 66,04 milhões empenhados em obras de Mobilidade e R$ 36,7 milhões em empreendimentos da Educação.

Entram nessa conta a contratação de empresa para prestação de serviços de engenharia, com fornecimento de material e mão de obra, para a construção do Polo de Educação Integrada de Ilhabela.

Trata-se da obra mais cara no setor de Educação da RMVale com problema de execução no cronograma, orçada em R$ 21,8 milhões. Segundo o TCE, o empreendimento foi paralisado em janeiro de 2017.

Em segundo lugar aparece a obra para construção de creche em São Luiz do Paraitinga, com valor de R$ 2,76 milhões e atrasada desde setembro de 2019, segundo o TCE.

Na área de Mobilidade, o projeto mais caro é da requalificação viária para recuperação da pista da estrada velha Rio-São Paulo (SP 062), no trecho de Taubaté. A obra está orçada em R$ 18,8 milhões e está atrasada.

Custando R$ 10,4 milhões e também atrasada, a pavimentação asfáltica da estrada entre Santa Branca e Guararema é a segunda obra mais cara de Mobilidade com falha na execução do cronograma.

Na sequência, aparecem obras nas áreas de equipamentos urbanos (praças, quadras e similares), habitação e outros com sete projetos cada em atraso ou paralisados na região.

Esgotamento sanitário, infraestrutura turística, infraestrutura urbana e transporte têm três projetos cada área com falhas na execução do cronograma, depois abastecimento de água e edificações administrativas diversas com dois cada e energia, prevenção em áreas de risco, recursos hídricos, rede de drenagem de águas pluviais e saúde com uma obra cada setor.

Entre os principais motivos para paralisações e atrasos, segundo o TCE, estão “fatos supervenientes à licitação”, “questões técnicas que vieram a ser conhecidas somente após a licitação”, “inadimplemento da empresa contratada” e “descumprimento de especificações técnicas e prazos”.

Leia mais: Governo de SP usa Tamoios como exemplo de retomada de obras

Comentários

Comentários