Tênis

Bia Haddad curte fase vencedora e faz história no tênis brasileiro

Por Marcos Eduardo Carvalho |
| Tempo de leitura: 2 min
Bia Haddad
Bia Haddad

A tenista Bia Haddad, de 26 anos, já entrou para a história do tênis brasileiro, independentemente do que ela conquistar ou não daqui para frente. Isso porque a paulistana venceu dois torneios abertos WTA na grama seguidos, em Nottingham e depois em Birmingham, ambos na Inglaterra, às vésperas da disputa do charmoso torneio de Wimbledon.

Além dos resultados históricos, a brasileira ainda chegou ao 29º lugar no ranking mundial WTA (Liga profissional feminina).

Desta maneira, ela iguala a posição de um ícone do tênis nacional e mundial: Maria Esther Bueno, que atingiu esse ranking na década de 1970. Entretanto, Maria Esther foi campeã de 19 torneios de Grand Slams e foi considerada a melhor atleta do mundo antes da criação deste ranking.

Além disso, a paulistana superou outra brasileira, a gaúcha Niege Dias, que em 1988 chegou a ser número 31 do mundo, o segundo melhor resultado até então de uma atleta do país.

Agora, Bia Haddad já faz parte deste seleto grupo e ainda por cima será cabeça-de-chave em Wimbledon, outro torneio de grama, que já começou a disputa masculina e, na semana que vem, começa também no feminino.

Então, como teoricamente vai pegar adversárias mais fracas, vindas do qualifying, Bia poderá avançar também no torneio que é um dos quatro mais importantes do mundo e melhorar ainda mais sua posição no ranking mundial.

A última vez que uma tenista brasileira havia ficado entre as 50 melhores do mundo foi em 2015, com Teliana Pereira, que ficou em 43º lugar.

MELHOR MOMENTO.

Agora, Bia vive sua melhor fase e comemora dois títulos importantes em apenas 15 dias de junho deste ano. Assim, está na expectativa de fazer bonito em Wimbledon.

Ainda em 2022 terá pela frente o US Open, nos Estados Unidos, o quarto e último Grand Slam da temporada.

Com os resultados, Bia Haddad recoloca o tênis brasileiro em evidência novamente com um ranking que poucos conseguiram.

Desta maneira, fica a expectativa de que possa continuar fazendo bons resultados e servindo de inspiração para jovens talentos da modalidade.

Atualmente, a segunda melhor brasileira do ranking mundial é Laura Pigossi, número 124 do mundo. No ano passado, Laura também conquistou um feito histórico, ao faturar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao lado de Luisa Stefani, um feito até então inédito para o país.

Enquanto nos últimos anos o tênis masculino brasileiro estava mais em evidência e o feminino não tinha grandes conquistas, a situação agora parece ter se invertido.

Para se ter uma ideia, o brasileiro melhor colocado no ranking da ATP é Thiago Moreno, em 94º lugar, seguido por Felipe Meligeni, número 213 do mundo. Meligeni, inclusive, já treinou em São José dos Campos e é sobrinho de Fernando Meligeni, um dos maiores nomes do tênis brasileiro em todos os tempos.

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