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EMPREENDER POR DESESPERO

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Penso que empreender por desespero é uma das melhores saídas para criar algo incrível. Eu concordo que o desespero faz as pessoas buscarem aquilo que tem mais ligação com sua história, sua essência, propósito, com algo que seja sua extensão e portanto acabam por criar algo mais autêntico e unicamente diferenciado, pois a necessidade é forte aliada da criatividade.

Curiosamente, o Brasil está caminhando para registrar o maior índice de empreendedores da sua história. A pandemia levou milhões de pessoas a empreenderem. Por quê?

O desemprego está levando as pessoas a se tornarem empreendedoras. Não por vocação genuína, mas pela necessidade de sobrevivência", diz Carlos Melles, diretor-presidente do Sebrae.

Outros fazem essa opção por querer garantir o famoso plano B, e outros ainda por simplesmente atender a aquela vozinha que grita no ouvido dizendo que é preciso, ainda nesta vida, se tornar empreendedor.

Neste último caso as redes sociais, principalmente através desse bando de "coach" tem forte influência nessa motivação.

Além da abertura de novos negócios, empreendedores que já estavam no mercado tiveram de se reinventar para driblar os problemas causados pela Covid-19.

Aí tem uma boa parcela que teve que virtualizar seu negócio ou simplesmente mexer na estrutura para atender uma demanda antes não existente, como por exemplo bares e restaurantes que antes não tinham delivery.

Outros muitos negócios surgiram exclusivamente devido a essa irritante pandemia. Como por exemplo a 'FREELAS', uma plataforma digital que conecta mulheres ao mercado de trabalho e busca diminuir a diferença de gêneros. Além de estimular o empreendedorismo feminino. Outro exemplo é a microfranquia Person@ll, criada pelo empresário Helder Montenegro, voltada para educadores físicos e aulas online. O investimento inicial foi de R$ 120 mil e no primeiro dia de vendas a plataforma registrou recorde no setor de franquias do país, com 252 franqueados.

João Ferreira, com R$ 200 no banco e o contrato de trabalho suspenso, decidiu investir em ingredientes para fazer hambúrgueres com a esposa e filho. Os lanches, inicialmente feitos em casa e vendidos para vizinhos do condomínio onde moram, em Belo Horizonte, ganharam fama e um novo espaço físico para atender à demanda crescente. Desde então, o negócio que surgiu durante a pandemia tem sido a principal ocupação e fonte de renda de João e sua família. A hamburgueria faz entregas na capital mineira.

No ano de 2020, o número de MEIs (microempreendedores individuais) cresceu absurdos 14,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, chegando a 10,9 milhões de registros.

A estimativa é de que 25% da população adulta esta envolvida na abertura de um negócio novo.

Apenas belos exemplos de invenções ou ressignificações que deram certo para motivar os seres humaninhos aqui leitores.

Dados: Portal do Empreendedor e revista Forbes..

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