O número de mulheres registradas pelos partidos no Vale do Paraíba para as eleições deste ano aumentou na comparação com o pleito de 2018, mas ainda ficou abaixo do mínimo estabelecido pela legislação.
De acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as candidatas a deputada estadual e federal na região somam 42 postulantes neste ano contra 34 mulheres nas eleições de 2018.
Entre no nosso grupo do WhatsApp e fique sempre ligado nas notícias mais importantes da RMVale, do Brasil e do mundo - Clique aqui e esteja sempre bem informado!
Neste ano, as mulheres representam 27% do total de candidaturas a deputado (155) contra 25% das candidaturas em 2018 (138). Em 2022, a região tem 113 homens e 42 mulheres disputando a eleição. Na eleição anterior, foram 103 são homens e 35 mulheres.
Em ambas as eleições a participação feminina ficou abaixo dos 30% apontados pela legislação nas disputas aos cargos proporcionais – deputado federal e estadual.
O fosso é maior entre os postulantes a deputado federal: 52 homens (76%) e 16 mulheres (24%). Quanto ao cargo de deputado estadual, estão registrados 61 homens (70%) e 26 mulheres (30%) – atingindo o percentual da legislação eleitoral.
Segundo o TSE, a lista divulgada mostra um primeiro panorama das candidaturas. Essas informações ainda poderão ser alteradas em razão do julgamento de cada registro.
Leia mais: São José, Taubaté e Jacareí são recordistas de candidatos na RMVale
PARTIDOS
Dos 30 partidos que lançaram candidatos no Vale neste ano, 22 (73%) têm mulheres entre os postulantes.
O partido Solidariedade tem o maior número de candidatas na região, com quatro mulheres. Novo, Patriota e PSB têm três mulheres indicadas para disputar cargos no Legislativo.
Na sequência, onze partidos têm duas mulheres como candidata (PDT, PL, PP, PRTB, PSC, PSD, PSDB, PSOL, PT, Rede e União) e seis têm uma mulher como candidata (PCdoB, Pode, Pros, PSTU, PTB e Republicanos).
O curioso é que o PMB (Partido da Mulher Brasileira) tem dois candidatos na região e ambos são homens e concorrem a deputado estadual.
Para Dora Soares, cientista Social e Política, o machismo não se alterou no país e sobrecarrega a mulher, que vê pouca estrutura e incentivo para entrar na política. “Se ainda há uma mulher espancada a cada 15 minutos, como ela vai para a política?”, questiona a pensadora.