Depois de levantamento apontar que ao menos duas crianças morrem diariamente por causa da Covid-19 no país, a AMB (Associação Médica Brasileira) divulgou nota dizendo ser “urgente” a vacinação dos menores de cinco anos contra a doença no Brasil.
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O alerta faz parte de um boletim do Comitê Extraordinário de Monitoramento Covid-19 da AMB, divulgado neste mês.
“Os números demonstram a urgência em proteger as crianças menores de 5 anos”, disse o médico César Eduardo Fernandes, presidente da entidade. Confira.
Por que é importante vacinar crianças menores de 5 anos contra a Covid-19?
Os números demonstram a urgência em proteger as crianças menores de 5 anos especialmente os lactentes menores de 1 ano de vida. A AMB entende que os órgãos públicos envolvidos devam unir esforços para a viabilização da vacinação contra a Covid para essa faixa etária e ressalta ainda a importância de toda a população completar o esquema vacinal vigente.
Há crianças morrendo pela doença no país?
Estamos muito preocupados após os dados divulgados pelo Observa Infância da Fiocruz que identificou o registro diário de duas mortes de crianças menores de 5 anos por Covid-19 no país, desde o início da pandemia. Isso reforça a importância da inclusão de crianças abaixo de 5 anos no programa de vacinação.
O Brasil está atrasado em vacinar essa faixa etária?
A vacinação das crianças menores de 5 anos já é recomendada em alguns países, como nos Estados Unidos, onde as vacinas Moderna e Pfizer são recomendadas para crianças nestas idades. Na América Latina, países como Argentina e Chile já recomendam as vacinas Sinopharm e Sinovac, respectivamente, para crianças entre três e cinco anos.
Muitos pais acreditam em desinformação sobre a vacina e não querem levar os filhos pequenos para vacinar. Como fazer?
O momento que vivemos demanda a conscientização de todos. A imunização é um gesto de proteção à vida.
Como o senhor avalia a atuação do governo Bolsonaro na área da saúde?
A minha análise é crítica e não ideológica. Não ficamos satisfeitos com a forma como foi conduzida a pandemia ao longo desses dois anos. A saúde deve ser pautada por uma política de Estado e não por uma política de governo.