Muita se falou nos anos de 1980 de Lee Yacocca o legendário presidente e "Chief executive officer" (CEO), quando reergueu a Chrysler Corporation da quase falência e lançou um dos maiores sucessos da Ford, o Mustang. Mas, muito antes de Yacocca, na década de 1070, já tínhamos Ozires Silva, o primeiro grande CEO da América Latina que comandou o surgimento do conglomerado brasileiro denominado Embraer, fabricante de aviões comerciais, transformando essa empresa na terceira maior produtora mundial de jatos civis. Capitaneou, ainda, a equipe que construiu o avião Bandeirante, sucesso internacional de vendas e que hoje, mesmo a caminho dos 90 anos, ainda preside o Conselho Estratégico, do Grupo Ânima de Educação e Cultura e é o Chanceler da Universidade São Judas Tadeu em São Paulo.
Em janeiro último, enquanto aqui no Brasil, Ozires completava seus 89 anos observava com preocupado algo o que acontecia na China - o surgimento do novo coronavírus - Covid-19, trazendo em sua origem uma altíssima taxa de mortalidade entre as pessoas mais idosas.
Nossa coluna perguntou online à Ozires Silva como ele tem acompanhado essa experiência de pandemia no Brasil. "Obrigado pela sua pergunta e gostaria de lhe dizer que a crise do coronavírus apanhou-me numa idade na qual tudo se confunde. Os problemas da velhice com os sintomas da contaminação", comentou. "quanto à velhice nada se pode fazer, pois obedece a uma lei da natureza - a renovação dos seres vivos. Quanto aos problemas do vírus, são agravados pela nossa brasileira visão de não participar das inovações e das pesquisas, procurando conhecer mais profundamente a nossa biodiversidade, certamente a maior do mundo! E assim, ficamos esperando a descoberta de vacinas vindas do exterior", concluiu de uma maneira lúcida, clara e resumida".
E concluiu, com sua genialidade: "o subdesenvolvimento não nos aparelha para emergências como as que vemos hoje"..