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Ilustrações de cartunista de São José inspiram auto aceitação do corpo feminino

Por Thais Perez@_thaisperez |
| Tempo de leitura: 2 min
VERDADEIRA.
Instalação com vídeo e ilustrações mostra problemas diários sofridos por conta de seus corpos
VERDADEIRA. Instalação com vídeo e ilustrações mostra problemas diários sofridos por conta de seus corpos

Ter o espelho como inimigo pelo menos uma vez na vida é unanimidade entre as mulheres. Não se trata de uma coincidência. Durante toda a vida, mulheres são bombardeadas com propagandas, representações na mídia e olhares na sociedade sobre como seu corpo deveria ser.

A cartunista Magô Pool e a artista Melissa Lima decidiram abordar esse delicado assunto em uma exposição durante o mês das mulheres.

"Cuerpo", que está em cartaz no Centro Cultural Clemente Gomes, em São José dos Campos, trata sobre aceitação do corpo feminino através das artes. A instalação foi realizada a partir da exposição de ilustrações da cartunista Magô Pool,associadas a projeção de vídeo animação da artista Melissa Lima.

Uma série de dez obras foi feita por Magô representando mensagens positivas sobre corpos fora do padrão. A artista conta que se inspira na própria experiência ao realizar sua arte.

"Essas quadrinhos são reflexos de muitas coisas que eu e muitas amigas e mulheres passam em relação ao corpo, desde assédio até a autoaceitação", explica a artista.

As artes são impressas em cerâmica e estão expostas principalmente para o corpo feminino.

"Sempre tive problemas em relação ao meu peso, mas conheci o movimento do corpo livre e aos poucos fui entendendo que não deveria brigar com o meu e sim aceitá-lo", completa Magô, que dedica suas pinturas à mulheres que estão passando pelo mesmo.

A instalação tem a proposta de ser democrática e inclusiva, uma vez que suas diferentes formas de arte possibilitam a experiência de públicos com limitações sensitivas como cegos, surdos e cadeirantes.

"Vemos tanta coisa na mídia que acabamos nos distanciando da realidade do que realmente somos. Mesmo gorda ou magra, o corpo da mulher sempre está sendo 'auditado'", disse Magô Pool.

Por um lado, a ilustração em cerâmica revela a fragilidade imposta à mulher pela sociedade. Por outro, a projeção animada mostra que a mulher tudo pode independente do corpo que tem.

Para a cartunista, o trabalho de aceitação do corpo é um "de formiguinha".

"Primeiro, temos que praticar o amor próprio. Muita gente tem dificuldade de se aceitar, mas é preciso analisar o que você tem de melhor".

A entrada é gratuita e livre para todos os públicos. A visitação segue até o dia 31 de março, das 9h às 21h40 de segunda a sexta..

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