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Arte rica, jovial e vigorosa de Georgina de Albuquerque no "Arte n'OVALE

Por Da Redação@jornalovale |
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'Saída da igreja'. Óleo sobre madeira, século 19-20, da coleção José Oswaldo de Paula Santos
'Saída da igreja'. Óleo sobre madeira, século 19-20, da coleção José Oswaldo de Paula Santos

Natural de Taubaté, Georgina Moura Andrade adotou em 1906 o sobrenome do marido, o pintor Lucílio de Albuquerque. Sua vocação artística despontou na adolescência.

Foi aluna de Rosalbino Santoro e Henrique Bernardelli na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. E partiu com o marido para a Europa, onde viveu por cinco anos.

Por lá, esteve na École des Beaux-Arts e na Academia Julian, local por onde passou Bonnard, Vuillard, Maurice Denis, Roussel, Valloton e outros artistas que constituiriam o grupo dos Nabis. Matisse também seria aluno, em 1902, tal como Roger de la Fresnaye, em 1903, Derain e Léger, em 1904, e Marcel Duchamp logo depois. Ou seja, é possível que o jovem casal brasileiro tenha convivido com alguns desses nomes da arte do século 20.

Georgina e Lucílio descobriram o impressionismo e o simbolismo tardiamente, quando um e outro já tinham perdido sua força original para se transformar em história.

Ainda assim, na década de 1920, a artista era considerada uma das mais importantes pintoras brasileiras. Cultivou todos os gêneros: "da pintura histórica à natureza morta, do nu à marinha, do retrato às cenas de gênero".

Foi porém na figura ao ar livre que encontrou o tema favorito. "Eu pinto a natureza, pelas sugestões que ela me causa, pelos arroubamentos que me provoca, e como tal, não posso ficar, hierática e solene, ante os imperativos que ela em mim produz", afirmou certa vez. "Depois, amo a figura humana. Vou pela praia, encantada pela paisagem; deparo-me com uma criança, enterneço e me desinteresso pelo ambiente ao redor. A minha sensibilidade é presa da graça, do movimento, da vibração infantil".

Ela morreu, aos 77 anos, em 1962, no Rio de Janeiro.

mostra.

Obras da artista taubateana poderá ser vista no Museu de Arte Sacra, de São Paulo. Ela, junto de Francisco Leopoldo e Silva, Clodomiro Amazonas e Monteiro Lobato, é vista como um dos expoentes nascidos em Taubaté entre 1879 e 1885.

A exposição "Artistas de Taubaté", sob a curadoria de Ruth Sprung Tarasantchi, é uma realização do museu em parceria com a Sociarte (Associação dos Amigos da Arte de São Paulo). A instituição fica na av. Tiradentes, 676, na estação da Luz. No sábado, a entrada é gratuita. Nos demais dias o ingressos custa R$6..

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