Um dos mais icônicos personagens de terror, o cruel Michael Myers está de volta. Lançado em 1978, o clássico "Halloween" estreia nos cinemas da região a partir desta quinta-feira (25), numa sequência dirigida por David Gordon Green.
A famoso assassino dos anos 1970 retorna agora com um novo caminho para os acontecimentos do filme original: no novo longa-metragem, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) terá seu confronto final com Myers (novamente interpretado por Nick Castle). A figura mascarada a tem assombrado desde que ela escapou de uma matança na noite de Halloween anos atrás.
"Myers é a personificação do puro mal. Esse é um filme intenso, absolutamente brutal", afirmou Jamie Lee em vídeo promocional. "Ele não é um lobisomem, não é o Hannibal Lecter. Não há motivação (para seus assassinatos). É sem pé nem cabeça".
"Ele é o monstro debaixo da cama, o homem no armário... Nenhuma reza vai salvá-lo dele. Não adianta", concordou o diretor.
História.
A franquia começa no Halloween de 1963, quando Myers, aos seis anos de idade, assassinou sua irmã a sangue frio. Mas, foi 15 anos depois, em 1978, também no Dia das Bruxas, que nascia a lenda dos assassinatos do rapaz.
Agora, após fugir da custódia protetiva, o assassino volta a Haddonfield, onde matou brutalmente os moradores de uma casa no bairro. Na ocasião, houve apenas uma sobrevivente: Laurie.
PARCERIA.
Reconhecido como mestre dos filmes de terror, John Carpenter coleciona clássicos como "Halloween" (1978), "A Bruma Assassina" (1980), "O Enigma do Outro Mundo" (1982) e "Christine - O Carro Assassino" (1983) em quase 60 anos de carreira. Agora, ele retorna como produtor executivo da sequência.
"Esse longa é tão bom quanto tudo o que vi desde que fizemos o primeiro filme", afirmou Carpenter, que elogia a protagonista. "Jamie Lee tem um talento nato. Perfeita para o filme que fiz, e, agora, perfeita para o filme de Green".
Trilha sonora.
Carpenter, aliás, assina não só a produção executiva, mas também a icônica trilha sonora do longa.
"Precisávamos da aprovação de Carpenter e da sua partitura. O tema original se encaixa naturalmente no filme (atual) em sua simplicidade. É quase como 'Tubarão' (filme de 1975, de Steven Spielberg). Você não precisa da melodia para saber como se sentir", explicou o diretor.
"Meu pai me ensinou o compasso 5/4. E parecia perfeito para o filme. Para este filme, pude brincar com os temas originais, pegando a partitura e modernizando-a com novos sons e novas abordagens", revelou o produtor. .